Itália celebra sucesso de Milão-Cortina e estabelece 'novo padrão'
País inovou nos Jogos de 2026 e bateu recorde de medalhas
A Itália ainda celebra o brilho da glória conquistada em Milão-Cortina 2026, depois de o país anfitrião impressionar o mundo ao organizar as Olimpíadas de forma inovadora e sem grandes contratempos, enquanto desfruta de seu melhor desempenho esportivo da história nos Jogos de Inverno.
Os "azzurri" faturaram 30 medalhas, 10 a mais que sua melhor marca anterior, registrada em Lillehammer 1994, incluindo 10 ouros.
"Os Jogos Olímpicos nos proporcionaram emoções inesquecíveis e um orgulho que acompanhará a Itália por muito tempo, graças aos nossos atletas, que, com talento, sacrifício e espírito de equipe, fizeram o nome da Itália ressoar no mundo com resultados extraordinários", declarou a primeira-ministra Giorgia Meloni, no X, após comparecer à cerimônia de encerramento na Arena de Verona, no domingo (22).
"Um agradecimento especial vai para todos os homens e mulheres envolvidos na organização dos Jogos, para os voluntários e aos que, nas forças de ordem, no socorro sanitário e nos serviços públicos, trabalharam com dedicação para garantir segurança, eficiência e oferecer ao mundo uma imagem de beleza e competência que honrou toda a nação", acrescentou a premiê.
A Itália inovou ao sediar os Jogos Olímpicos em duas cidades simultaneamente pela primeira vez, com eventos distribuídos por três regiões: Lombardia, Vêneto e Trentino-Alto Ádige.
A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, afirmou na cerimônia de encerramento que Milão-Cortina 2026 foi "um novo tipo de Jogos de Inverno" e "estabeleceu um novo padrão muito alto para o futuro" — a próxima edição será nos Alpes Franceses, em 2030.
Entre as muitas estrelas italianas das Olimpíadas estão Arianna Fontana, que conquistou três medalhas, elevando seu total para 14. Ela se tornou a atleta da Itália com mais pódios olímpicos na história, superando o esgrimista Edoardo Mangiarotti, que obteve 13 entre 1936 e 1960. Fontana também é a segunda no quadro geral de medalhas histórico dos Jogos de Inverno, a apenas uma da norueguesa Marit Bjorgen, do esqui cross-country.
Outra estrela é Federica Brignone, que venceu o slalom gigante e o super-g, tornando-se a primeira italiana a conquistar dois ouros no esqui alpino feminino em uma mesma edição. A façanha ocorreu menos de um ano depois de ela sofrer múltiplas fraturas na perna, em abril, lesão que ameaçou sua carreira.
Já a patinadora de velocidade Francesca Lollobrigida, de 35 anos, mesma idade de Fontana e Brignone, faturou os ouros nos 5 mil e 3 mil metros. Outra heroína italiana foi Lisa Vittozzi, 31, que alcançou a primeira medalha de ouro olímpica individual do país no biatlo, na perseguição de 10 km feminina.