Greta Thunberg denuncia violência sexual de israelenses contra ativistas de Flotilha
Jovem italiano Vincenzo Fullone foi submetido a 'exames invasivos'
A ativista sueca Greta Thunberg denunciou neste domingo (4), em uma publicação nas redes sociais, a violência sexual sofrida por membros da Flotilha de Gaza após prisões realizadas pelas forças israelenses.
Entre os relatos compartilhados está o de Vincenzo Fullone, ativista italiano que participava do barco Conscience, parte da Flotilha.
Segundo o comunicado divulgado pela equipe da Flotilha e publicado por Thunberg, Fullone relatou ter sido levado em três ocasiões distintas a uma pequena sala, onde sofreu abusos físicos e exames anais invasivos e dolorosos.
"Sempre permaneci em silêncio para não provocar mais violência e negar aos guardas a satisfação de me ver sofrer", afirmou ele, enfatizando que foi filmado e alvo de abusos verbais durante o período de detenção.
"Você não gosta disso, puta do Hamas?", teriam dito os israelenses ao jovem, que foi o último dos ativistas italianos a ser libertado.
Outros relatos incluem a jornalista alemã Anna Liedtke, que afirmou ter sido vítima de estupro por guardas prisionais durante uma inspeção, e a ativista australiana Surya McEwen, que também denunciou abusos sexuais.
A divulgação dos casos busca chamar a atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Tribunal Penal Internacional em Haia para a violência sexual sofrida por ativistas e palestinos sob custódia israelense.
A sueca, de 22 anos, estava a bordo da Flotilha e foi detida pelas forças israelenses. Ela já havia sido presa em Londres pouco antes do Natal, acusada de apoiar a Palestine Action, considerada organização terrorista pelas autoridades britânicas, mas foi posteriormente liberada.
O grupo ativista britânico, fundado em 2020, concentra-se em protestos diretos contra empresas do Reino Unido ligadas à indústria armamentista israelense.