VENEZUELA

Comando militar ratifica posse de vice-presidente e anuncia reação em bloco contra ‘agressão externa’

Por Redação Publicado em 04/01/2026 às 14:57
Vladimir Padrino, comandante do exército venezuelano

A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) divulgou, neste domingo (4), um comunicado oficial em que denuncia o sequestro do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrido no sábado, 3 de janeiro. Segundo o documento, a ação teria sido marcada por extrema violência, resultando na morte de integrantes da equipe de segurança presidencial, soldados e civis.


No texto, assinado pelo ministro da Defesa e comandante da FANB, Vladimir Padrino López, a instituição militar classifica o episódio como um “sequestro covarde” e afirma que o ataque representa uma grave agressão à soberania nacional e à ordem constitucional venezuelana.

Ainda conforme o comunicado, em razão da gravidade dos fatos e com base em decisão da Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça, foi designada a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez para assumir, em caráter interino, todas as atribuições da Presidência da República Bolivariana da Venezuela.

A FANB informa que apoia integralmente o Decreto de Estado de Comoção Externa, anteriormente publicado, e anuncia a ativação total do aparato militar, policial e popular, com a declaração de Prontidão Operacional Completa em todo o território nacional. A medida tem como objetivo, segundo o texto, enfrentar o que o governo classifica como “agressão imperial” e garantir a governabilidade, a ordem interna e a preservação da paz.

O comunicado reafirma o alinhamento da FANB com a Constituição, com as leis orgânicas de segurança e estados de exceção, e destaca a união entre forças militares, policiais e o chamado “poder popular”, formando um “bloco único de combate” em defesa da independência e da soberania venezuelana.

O texto encerra com palavras de ordem tradicionais do chavismo, exaltando a figura de Hugo Chávez, a defesa do território nacional e a lealdade das forças armadas, além de mencionar o território do Essequibo como parte integrante da Venezuela.