POLÍTICA

Trump minimiza conflito com o Irã e fala sobre possibilidade de acordo

Presidente dos EUA diz que a situação no Oriente Médio pode ser resolvida sem guerra.

Por Laís Adriana Publicado em 03/11/2026 às 09:30
Trump minimiza conflito com o Irã e fala sobre possibilidade de acordo Foto AP/Julio Cortez.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito contra o Irã não deve ser considerado uma guerra, durante entrevista à Fox News na noite de segunda-feira, 2. "Não é possível chamar de guerra quando faz meses que não atiramos contra eles", declarou. "Mas pode virar uma guerra se não houver um acordo em breve."

O conflito no Oriente Médio, que teve início no fim de fevereiro com um ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, provocou uma escalada nos preços do petróleo, tornando-se a principal preocupação dos eleitores americanos, que votam nesta terça-feira para renovar a Câmara e dois terços do Senado.

Segundo Trump, as ações militares realizadas recentemente foram um "pequeno desvio de rota" necessário para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear. O presidente chamou o país persa de "principal patrocinador estatal do terrorismo" e afirmou que, após a ofensiva, o regime iraniano estaria em desvantagem de recursos militares e econômicos para negociar. Teerã "quer terrivelmente um acordo" para encerrar a guerra, reiterou Trump.

O líder norte-americano também destacou que, apesar do confronto, o mercado acionário e os ganhos das contas de aposentadoria estão acima dos níveis anteriores ao início da crise. Ele mencionou que o petróleo recebido da Venezuela fortaleceu o estoque americano da commodity, que representaria "mais de 50% do estoque mundial".

Trump tratou como uma "conquista" o acordo estabelecido para exploração da Groenlândia, que movimentaria "trilhões de dólares". "Conseguimos a Groenlândia, algo que todos disseram que era impossível, inclusive a Europa", afirmou.

Ao final da entrevista, Trump pediu que os eleitores votem como se o nome dele estivesse na cédula e ressaltou a redução de impostos e a atração de fábricas como trunfos eleitorais. "Vamos produzir nossos próprios medicamentos. Hoje, tudo vem da China", afirmou.