André Lara Resende critica juros do BC por desequilíbrio fiscal
Professor do Plano Real aponta que altas taxas de juros estão gerando rombos nas contas públicas.
O artigo do economista André Lara Resende, integrante da equipe que elaborou o Plano Real, tem gerado repercussão ao acusar o Banco Central (BC) de promover um desequilíbrio fiscal no Brasil por meio das elevadas taxas de juros. O especialista defende a implementação de novas normas para as despesas e os juros no país.
“Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater.”
O texto, escrito próximo ao primeiro turno eleitoral, critica a postura de analistas financeiros e da mídia, afirmando que o foco excessivo nos gastos primários ignora o verdadeiro problema, que são os juros altos.
Em resposta a essas declarações, o Banco Central justifica a manutenção dos juros elevados como uma medida necessária para controlar a inflação e os déficits fiscais primários, onde as despesas superam as receitas sem considerar os custos da dívida.
Lara Resende agrega que o Brasil possui um déficit fiscal relativamente baixo, com as contas quase equilibradas quando exclui o pagamento de juros. Ele destaca que o elevado consumo do orçamento com juros, que ultrapassa R$ 1,1 trilhão, é um desafio crucial que o país enfrenta atualmente.
O economista também defende a necessidade de um novo regime fiscal e monetário no Brasil, com metas de inflação e taxa de juros definidas a longo prazo. Para ele, essa mudança é essencial para sustentar uma economia saudável e garantir a estabilidade fiscal que o país necessita.
Concluindo, o professor enfatiza que a solução para o desequilíbrio fiscal reside na redução das taxas de juros, um fator que, segundo ele, precisa ser urgentemente reconsiderado.