Trump defende permanência de Flávio Bolsonaro nos EUA
Presidente afirmou ainda não ter intenções de se encontrar com o senador brasileiro e criticou eleições no Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode permanecer em território estadunidense "o tempo que quiser". Apesar da declaração, o republicano descartou, por enquanto, a possibilidade de se reunir com o parlamentar, que deixou o Brasil após a derrota na disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado por jornalistas em Mar-a-Lago, sua residência em Palm Beach, na Flórida, sobre um possível encontro com Flávio, Trump respondeu que não tinha planos de se reunir com o senador, mas afirmou que ele teria sido "muito mal" tratado no Brasil.
"Ele pode ficar aqui o tempo que quiser", declarou. Em seguida, voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro e classificou a eleição como uma "vergonha", reiterando sua avaliação de que Flávio foi tratado injustamente.
O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, também comentou a presença do senador nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva em Atlanta, durante a reunião de chanceleres do G20, ele negou que o governo estadunidense tenha participado da saída de Flávio do Brasil.
"Não facilitamos nada", afirmou Rubio. Segundo ele, o senador já possuía um visto anteriormente, e o presidente Trump decidiu autorizar sua entrada no país. O secretário acrescentou que Washington não esteve diretamente envolvido nos preparativos para a viagem.
Flávio chegou a Miami, na Flórida, na quarta-feira (28), acompanhado da família, após deixar o Brasil sem cumprir uma determinação judicial de entregar o passaporte. A permanência nos Estados Unidos foi autorizada de forma condicional.
O senador é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em duas frentes. Uma delas apura o suposto recebimento de aproximadamente R$ 134 milhões, que teriam sido repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A outra investiga uma possível participação em um esquema de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas.