ECONOMIA

Mercados europeus encerram semana em queda devido a tecnologia e preços do petróleo

Desempenho negativo foi influenciado por tensões geopolíticas e declarações do Banco Central Europeu.

Por Isabella Pugliese Vellani Publicado em 30/10/2026 às 14:34
Mercados europeus encerram semana em queda devido a tecnologia e preços do petróleo Washington Costa/MF

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, pressionadas pela liquidação de ações de tecnologia e pelo avanço nos preços do petróleo - que refletem as incertezas sobre as negociações entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra. O mercado também pondera as falas de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sobre possíveis altas nos juros em reuniões futuras, após a decisão de manutenção de juros no encontro de outubro, além de desempenhos corporativos.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,07%, a 10.729,78 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,85%, a 25.818,75 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,01%, a 7.969,42 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,0%, a 49.500,97 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,04%, a 18.661,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 0,47%, a 9.276,13 pontos. As cotações são preliminares.

Os balanços das empresas norte-americanas Amazon e da Intel, divulgados na, trouxeram novas preocupações sobre a sustentabilidade dos elevados investimentos ligados à inteligência artificial (IA) e seus potenciais retornos, o que amargurou o apetite por papéis de tecnologia. O setor caiu 2,3%, enquanto a holandesa ASML tombou 6,45%.

A liquidação das ações também refletiu a retomada dos riscos geopolíticos. Mediadores do Catar voltaram a Teerã nesta sexta para tentar destravar um acordo entre EUA e Irã, segundo a Reuters, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o conflito terminará "de um jeito ou de outro".

Além da questão geopolítica, dirigentes do BCE expressaram suas projeções para a trajetória futura dos juros: Fabio Panetta (Itália) afirmou que novos aumentos dos juros "podem se mostrar necessários", diante do risco inflacionário; Martin Kocher (Áustria) alertou que o ambiente da política monetária indica a necessidade de ação, caso "a situação não melhore em breve"; e Joachim Nagel (Alemanha) disse que o BC tomará medidas decisivas, se necessário, para trazer a inflação de volta à meta. Nesta sexta, o CPI alemão desacelerou para 2,8% em outubro, na comparação anual.

Entre outros destaques acionários, as biofarmacêuticas AstraZeneca e Sanofi avançaram 7,2% e 5%, respectivamente, enquanto a varejista esportiva Puma saltou quase 6% nas negociações europeias, em reação a balanços trimestrais. A BP fechou em leve alta de 0,5%, também repercutindo seu desempenho trimestral.