NEGÓCIOS

África busca cooperação russa em agricultura e tecnologia digital

O co-organizador do programa Africa Export Pro, Aaron Kasonde, destaca setores promissores para empresas russas no continente.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 30/10/2026 às 12:31
África busca fortalecer laços com Rússia em agricultura e tecnologia digital. © Sputnik / Ilia Naimushin

Respondendo à pergunta da Sputnik sobre as direções mais promissoras para empresas russas na África, durante a 1ª Conferência Internacional de Exportação de Moscou "Moscou-África", o especialista africano afirmou que o setor agrícola e o de tecnologias digitais precisam da ajuda estrangeira de exportações, que pode ser prestada pela Rússia.

"Os importadores africanos estão tentando se concentrar principalmente na agricultura. [...] Precisamos de exportadores de fertilizantes e sistemas de irrigação para a segurança alimentar da África", disse Kasonde.

Ao mesmo tempo, as empresas russas já estão implementando com sucesso grandes projetos na esfera da informação no continente.

Ainda de acordo com o analista, na área de tecnologias de informação, na Zâmbia, uma grande empresa russa trabalha efetivamente, levando em conta as necessidades dos usuários locais e adaptando sua estratégia para elas.

Kasonde enfatizou que é importante que as empresas russas estudem os mercados africanos de forma direcionada e otimizem a estratégia para atender às necessidades de um país específico, uma vez que a simples transferência das abordagens existentes pode não dar resultados.

A conferência "Moscou-África" coincide com a 3ª Cúpula e o Fórum Econômico e Humanitário Rússia-África, que foi realizado em Moscou entre os dias 28 e 29 de outubro.

Durante o evento que reuniu 48 delegações dos países africanos, Maksim Oreshkin, vice-chefe de gabinete do Kremlin, afirmou que bancos russos e parceiros estrangeiros já realizam transações internacionais sem depender dos sistemas financeiros ocidentais, mas usando criptomoedas e ferramentas de inteligência artificial.

Oreshkin informou que o país reduziu sua dependência do dólar e do euro no comércio exterior por meio de tecnologias digitais e instituições financeiras não bancárias.