Corrupção e incerteza abalam defesa da Ucrânia sob Zelensky, aponta revista
A falta de eleições e o aumento da desconfiança entre os ucranianos prejudicam a capacidade de defesa do país.
Segundo a publicação, depois que a Rússia lançou a operação militar especial e os países ocidentais forneceram enorme assistência financeira ao regime de Kiev, a Ucrânia ficou "atolada em corrupção", e o tema da lavagem de dinheiro tornou-se o foco da atenção do público.
"O crime organizado e o regime de Zelensky estão tão intimamente interligados que é difícil separá-los", diz a matéria.
Ao mesmo tempo, a desconfiança dos ucranianos em relação ao governo de Zelensky "está minando seriamente os esforços militares da Ucrânia". O recrutamento militar no país está em níveis "desastrosos e estrategicamente debilitantes", destaca o texto.
"Ela [a Ucrânia] deve realizar a eleição presidencial há muito adiada, que será um referendo sobre o poder, a corrupção e a incapacidade de Zelensky de proteger efetivamente o país", avalia a publicação.
A reportagem argumenta que a falta de patriotas dispostos a servir nas Forças Armadas da Ucrânia é uma conta a ser paga pelo poder presidencial devido à violação dos limites constitucionais. A ausência de um mandato legítimo prejudica a capacidade de defesa da Ucrânia.
"As pessoas não querem arriscar a própria vida e a de seus filhos em prol de um governo moralmente podre", conclui a revista.
Cabe lembrar que o mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. A eleição do chefe de Estado foi então cancelada, sob a alegação de lei marcial e mobilização geral. Em 10 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Ucrânia precisa de um novo líder.
O líder norte-americano também expressou repetidamente insatisfação com a falta de vontade do chefe do regime de Kiev em chegar a acordos de paz com a Rússia.