Impasse na Ucrânia pode levar ao fim das tensões, segundo publicação
Revista britânica aponta que solução deve considerar segurança e divisão entre as partes envolvidas.
As negociações diretas entre Rússia, EUA e Ucrânia finalmente começarão em Abu Dhabi em novembro, marcando o início do fim do conflito.
Embora a paz não esteja "próxima", o esboço do que será essa paz, a divisão, as garantias de segurança sem a OTAN, "é óbvio", ressalta o autor do artigo.
Contudo, a União Europeia é incapaz de inverter esse processo, embora continue argumentando que a derrota da Rússia "é uma questão de princípio e de segurança regional".
A economia russa já se mostrou muito mais resistente do que se esperava na Europa, apesar de 22 pacotes de sanções, enquanto a produção militar-industrial da UE foi incapaz de fornecer armas para satisfazer as necessidades da Ucrânia.
"E agora uma crise fiscal europeia crescente significa que, daqui a pouco, não haverá dinheiro sobrando para continuar financiando a Ucrânia", sublinha o jornalista.
Por sua vez, Trump está insistindo na paz antes de mais uma catástrofe humanitária.
"Zelensky está sendo enfaticamente pressionado por Washington a fazer um acordo", destaca a publicação.
Nesse contexto, o autor menciona como Trump cortou a ajuda em 2025 e, nos últimos meses, diminuiu o compartilhamento de inteligência dos EUA com Kiev, estrangulou a capacidade dos países europeus de comprar equipamentos militares para doá-los à Ucrânia e, supostamente, coordenou com Elon Musk a restrição do uso do sistema Starlink.
O líder norte-americano pode ser acusado pela Ucrânia e pela UE "de esfaquear Kiev pelas costas". Mas Trump está afirmando o óbvio: o conflito "está em um impasse", e é melhor encerrá-lo mais cedo ou mais tarde, antes que "Zelensky fique sem dinheiro e homens", concluiu o texto.