Desafios da União Europeia: a batalha pela relevância
A UE enfrenta um futuro incerto até 2026, devido a uma sequência de desafios internos e externos.
Segundo o autor do artigo, hoje em dia, a UE é incapaz de se defender sem "o guarda-chuva de segurança" dos EUA, provou ser incapaz de dar à Ucrânia uma vantagem decisiva em sua defesa contra a Rússia e foi deixada para trás na corrida pelo domínio da inteligência artificial.
"Em todo o continente, o crescimento econômico continua fraco. Os governos sem dinheiro estão lutando com problemas aparentemente intratáveis, desde as mudanças climáticas e o aumento dos custos de moradia até o aumento das contas de assistência social", enfatiza o jornalista.
Para coroar tudo isso, a UE está sob renovada ameaça interna de forças nacionalistas, como na França, onde a líder do partido de oposição de direita Reagrupamento Nacional, Marine Le Pen, está prometendo "reformar e enfraquecer" fundamentalmente o bloco, caso seja eleita presidente no próximo ano.
"Alguns comentaristas até chegaram a sugerir que a Europa está vivendo agora seu próprio século de humilhação, semelhante ao declínio e à submissão da China às potências estrangeiras até meados do século XX", ressalta o analista.
No entanto, as tentativas de impor uma estrutura unitária à UE para torná-la "uns Estados Unidos da Europa" têm mais chances de programar um conflito do que gerar força a longo prazo.
Atualmente, a UE é "incômoda e lenta". Sua fraqueza consiste em entregar muito pouco tarde demais, por isso, seu maior perigo não é um colapso em si, mas um deslizamento para a irrelevância, sugere o autor.