POLÍTICA

Demissão no Pentágono em meio a tensões com o Irã

Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afasta chefe de planejamento militar em contexto de possíveis ataques ao Irã.

Por Associated Press* Publicado em 29/10/2026 às 10:39
Pentágono AP/Patrick Semansky, Arquivo

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o principal responsável pelo planejamento militar do Pentágono, segundo um funcionário do Departamento de Defesa ouvido na quarta-feira (28). A decisão é a mais recente em uma série de desligamentos de generais e ocorre no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia a possibilidade de novos ataques contra o Irã, no conflito que já dura oito meses.

O tenente-general do Exército Brett Sylvia foi afastado do cargo de chefe de estratégia, planos e política no Estado-Maior Conjunto. Ele é o segundo general a deixar a função, conhecida nos meios militares como "J5", durante a gestão de Hegseth. O antecessor de Sylvia, o tenente-general Joseph McGee, foi forçado a se aposentar em outubro do ano passado.

O funcionário, que falou sob condição de anonimato por se tratar de um tema sensível de pessoal, disse que não há substituto imediato para Sylvia e que nenhum motivo foi informado para a demissão. A informação foi publicada primeiro pela The Atlantic.

Um porta-voz do Estado-Maior Conjunto afirmou que "o presidente do Estado-Maior Conjunto, o Estado-Maior Conjunto e a Força Conjunta expressam sua mais profunda gratidão ao tenente-general Brett Sylvia e à sua família por seus 32 anos de serviço distinto à nossa nação" e acrescentou que "desejam a ele e à sua família o melhor".

Em geral, o diretor do J5 e sua equipe são responsáveis por elaborar e coordenar planos militares com o presidente do Estado-Maior Conjunto e com o presidente dos Estados Unidos. A saída de Sylvia ocorre enquanto Trump tem voltado a falar publicamente sobre a abertura de novas operações militares contra o Irã.

Trump prometeu "terminar o trabalho" no Irã, após dar início à guerra ao lado de Israel há oito meses, e disse que novos ataques continuam sendo uma opção, possivelmente após as eleições de meio de mandato na próxima semana.

Segundo dois diplomatas informados sobre o assunto, autoridades americanas alertaram países do Oriente Médio e aliados regionais para que se preparem para uma possível retomada de ações militares depois da votação de terça-feira, bem como para o risco de retaliação iraniana contra esses parceiros. Eles afirmaram que Trump ainda não tomou uma decisão final sobre novos ataques.

Enquanto isso, um terceiro porta-aviões dos EUA e milhares de militares adicionais seguem rumo à região.

Antes de chegar ao Estado-Maior Conjunto, Sylvia comandou a 101ª Divisão Aerotransportada em Fort Campbell, Kentucky, até maio de 2025, de acordo com sua biografia oficial, que foi retirada do ar. Ele também já havia atuado como vice-diretor do J5.

Sylvia é o mais recente de quase duas dezenas de generais, almirantes e outros líderes militares que foram demitidos, forçados a se aposentar ou deixaram seus cargos durante a gestão de Hegseth - na maioria dos casos, sem explicações públicas do Pentágono. A lista inclui secretários civis do Exército e da Marinha, além de oficiais de alta patente das Forças Armadas.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).