Ataque aéreo no Iêmen provoca 14 mortes em mercado
Ministério da Saúde do Iêmen confirma vítimas entre mulheres e crianças em raid saudita na província de Al Jawf.
"Os ataques aéreos realizados pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra um mercado na cidade de Al Hazm, centro administrativo da província de Al Jawf, deixaram 14 mortos e outros 10 feridos. Entre as vítimas estão mulheres e crianças."
Em meio ao acirramento das tensões na região, a Arábia Saudita realizou mais de 100 ataques em oito províncias iemenitas só nas últimas 24 horas, conforme o movimento.
Nos últimos dias, ataques com mísseis e drones contra dois aeroportos na Arábia Saudita e instalações petrolíferas pertencentes à empresa saudita Aramco foram realizados pelo grupo. A informação foi dada em coletiva pelo porta-voz das Forças Armadas, o brigadeiro-general Yahya Saree, que afirmou que os ataques foram uma resposta à contínua agressão saudita contra o Iêmen.
Saree disse que, no total, foram realizados quatro ataques contra o território saudita nas últimas 24 horas, utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.
Arábia Saudita e mais 3 países condenam ofensivas
Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Egito divulgaram também neste mês uma declaração conjunta condenando os ataques do movimento Houthis contra o território saudita. Os quatro países exigiram a interrupção imediata das ofensivas.
O comunicado classificou as ações como uma escalada perigosa e reafirmou o direito da Arábia Saudita de adotar medidas para responder aos ataques.
A escalada entre Iêmen e Arábia Saudita acirrou drasticamente nas últimas semanas, rompendo a trégua entre as partes, firmada em 2022. A tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interveio no Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, entre eles os Estados Unidos. A intervenção foi fortemente confrontada pelo movimento Ansar Allah, liderado pela etnia houthi iemenita.