ECONOMIA

Governo Central registra superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro

Resultado é uma recuperação em relação ao déficit de R$ 13,585 bilhões do mês anterior, segundo o Tesouro.

Por Mateus Maia e Franco Dantas, especial para a AE Publicado em 29/10/2026 às 10:33
Governo Central Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) apresentaram superávit primário de R$ 4,839 bilhões em setembro, após um resultado deficitário de R$ 13,585 bilhões em agosto, informou o Tesouro nesta quinta-feira, 29.

O superávit de setembro ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro na pesquisa Projeções Broadcast, que previa um resultado superavitário de R$ 5,255 bilhões. As previsões do mercado para o resultado do mês variavam entre um déficit de R$ 14,7 bilhões e um superávit de R$ 6,3 bilhões.

Esse resultado foi superior ao registrado em setembro de 2025, quando as contas do Governo Central mostraram um saldo negativo de R$ 14,379 bilhões. O superávit de setembro de 2026 é o melhor para o mês, na série corrigida pela inflação, desde 2023, que foi de R$ 13,444 bilhões.

As despesas do Governo Central aumentaram 2,4% em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2025, já considerando a inflação do período. As receitas totais cresceram 13,0%, na mesma base de comparação.

No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais atingiu R$ 239,384 bilhões, um recorde para setembro.

Aberturas

As contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, apresentaram superávit primário de R$ 31,031 bilhões em setembro, conforme informou o órgão nesta quinta-feira.

A Previdência Social, por sua vez, teve um déficit primário de R$ 26,191 bilhões em setembro.

Indivisualmente, o Banco Central registrou um déficit de R$ 88 milhões.

Acumulado

No acumulado até setembro de 2026, o Governo Central enfrenta um déficit primário de R$ 90,155 bilhões. Em igual período de 2025, o resultado era negativo em R$ 100,385 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas apresentaram uma alta real de 5,4% na soma do ano, enquanto as receitas totais subiram 6,4% acima da inflação.

No acumulado de 12 meses até setembro, o déficit primário do Governo Central alcançou R$ 49,51 bilhões, equivalente a 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias representaram 17,42% do PIB, e as discricionárias, 1,77%.

A meta fiscal para 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com uma tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.