ECONOMIA

Ouro encerra em leve queda em meio a incertezas sobre política monetária dos EUA

Mercado aguarda decisão do Federal Reserve e indicadores econômicos importantes nesta semana.

Por Letícia Araújo, especial para a AE* Publicado em 28/10/2026 às 14:56
Ouro encerra em leve queda em meio a incertezas sobre política monetária dos EUA

O ouro encerrou em queda leve nesta segunda-feira, 28, com o mercado cauteloso no aguardo da decisão de política monetária dos Estados Unidos e das sinalizações que possam indicar a trajetória dos juros nos próximos meses.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,56%, a US$ 4.051,6 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro perdeu 1,55%, a US$ 53,666 por onça-troy.

A manutenção dos juros ainda ficou fortemente precificada - sem expectativas de um aperto monetário, segundo o MUFG. O banco aponta que a atenção dos mercados será justamente nas sinalizações após a decisão, "se os comentários mudarão para uma postura mais hawkish e se haverá alguma clareza sobre a direção das taxas em 2027".

Na mesma linha, o Sucden Financial, a perspectiva de que o Fed deixasse aberta a possibilidade de elevar os juros em dezembro seguiu como um dos principais fatores de pressão sobre os metais preciosos, que não oferecem rendimento e tendem a perder atratividade em um ambiente de juros elevados.

Na quinta-feira, serão divulgados os números da inflação PCE e os resultados do PIB do terceiro trimestre nos EUA - dados que podem ajudar a clarear a direção dos juros no país.

Além disso, um dólar fortalecido, a inflação elevada impulsionada pelos preços de energia e o escopo "limitado" para flexibilização da política monetária podem restringir qualquer recuperação sustentada dos metais, aponta a Kotak Neo, apesar de a "ausência de um aumento imediato dos juros poder oferecer suporte temporário".

Nesta quarta, o petróleo voltou a avançar fortemente, operando acima de US$ 100 o barril. Mais cedo, o Banco Mundial afirmou que os preços da commodity devem avançar 32% neste ano.

*Com informações de Dow Jones Newswires