SEGURANÇA PÚBLICA

Crise de combustíveis pode comprometer operações militares da OTAN e UE, alerta comissário

Andrius Kubilius afirma que a falta de produtos petrolíferos afeta a prontidão de combate na Europa.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 28/10/2026 às 12:40
Crise de combustíveis ameaça operação militar da OTAN e da União Europeia, diz comissário Andrius Kubilius. © AP Photo / Martin Meissner

Neste contexto, ele relembrou as palavras de um general norte-americano, que liderou as tropas dos Estados Unidos no continente europeu durante a Primeira Guerra Mundial, ao dizer que as batalhas são vencidas pelas infantarias, mas as guerras são vencidas pela logística.

"E o abastecimento de combustível é a maior parte do que podemos chamar de logística. O fornecimento adequado de combustível aos nossos militares é crucial para a nossa prontidão para a defesa [...]. E especialistas hoje estavam falando que, sem os combustíveis fósseis tradicionais nos próximos anos, a defesa [da Europa] também não será possível", enfatizou.

De acordo com o modelo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), durante os primeiros dez dias de um eventual conflito, o bloco militar teria de deslocar e sustentar as tropas de até 100.000 soldados, e esse movimento requer uma grande quantidade de consumo e produção de combustível, especificou o comissário.

Como resultado, uma crise energética é capaz de "minar a capacidade de combate" dos exércitos da UE e da Aliança Atlântica.

Kubilius também exortou a expansão da infraestrutura de transporte de combustível em caso de uma crise militar no flanco oriental do bloco europeu, ou seja, começar a ampliar novamente o sistema de oleodutos nos países da UE.

Por sua vez, o comissário europeu para a energia, Dan Jorgensen, pediu para reverter a tendência que levou os países comunitários a perder um quarto de suas refinarias nos últimos 20 anos. Ele também propôs a conversão de refinarias clássicas em usinas de biocombustível.

Ao responderem às perguntas, ambos os comissários confirmaram as metas de longo prazo da Comissão Europeia de eliminar completamente combustíveis à base de carbono na UE até 2050, mas destacaram que agora a Europa precisa urgentemente aumentar temporalmente a produção de combustível tradicional.