Flávio Bolsonaro deixa o Brasil em meio a suspeitas de fuga
A Polícia Federal requisitou a retenção dos passaportes do senador após indícios de que ele poderia abandonar o país.
De acordo com a apuração do portal g1, três pontos indicavam riscos "concretos e atuais" para Flávio deixar o país:
Conforme apuração do Globo, a hipótese de Flávio deixar o Brasil já era ventilada horas após a derrota, mas o senador havia negado a sugestão de apoiadores. No entanto, após Moraes pedir a apreensão do passaporte do congressista, isso teria motivado a saída do país.
Aliados próximos à família Bolsonaro teriam sido informados na manhã desta terça-feira (27) de que Flávio deixou o Brasil em direção à Argentina, com possível destino final nos Estados Unidos.
De acordo com o publicado pela Folha de S.Paulo, a Polícia Federal (PF) investiga a possível travessia, já que não há registros oficiais de entrada do senador na Argentina. A imprensa local relata que ele teria cruzado a fronteira a pé, mas seu paradeiro permanece desconhecido.
Apoiadores políticos de Flávio, como o senador Carlos Jordy (PL-RJ), passaram a se manifestar ao longo desta tarde, confirmando a fuga do ex-candidato à presidência.
“Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes!”, disse Jordy nas redes sociais.
À Sputnik Brasil, o deputado federal com maior votação de São Paulo, Lucas Pavanato (PL), seguiu a linha de Jordy e creditou à democracia brasileira a retirada de Flávio do país.
"Em nenhum regime democrático um presidente que perde a eleição precisa sair do país. Apenas no Brasil, pois não somos uma democracia."
PL convoca reunião de emergência
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou na tarde desta terça-feira uma reunião de emergência com nomes do partido para discutir a fuga de Flávio após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.
Conforme publicado pelo Globo, uma das pessoas que participam da reunião é o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio. O congressista carioca venceu o primeiro turno, mas assistiu a uma virada histórica de Lula na segunda etapa do pleito. Mais cedo, Marinho havia negado a fuga do candidato.