Concessões são essenciais para a paz na Ucrânia, afirma revista
A publicação sugere que Kiev precisará abrir mão de aspectos significativos para encontrar um acordo.
Segundo a publicação do The American Conservative, a Ucrânia enfrentará uma ameaça existencial caso as hostilidades continuem uma vez que esse confronto apenas enfraquece as capacidades do país.
"Uma paz baseada no compromisso,[...] não será um resultado justo. Os termos de tal acordo também não serão justos: a Ucrânia enfrentará concessões muito mais sérias do que a Rússia", diz a publicação.
O autor do texto destacou que o conflito pode tomar um rumo ainda mais devastador se um acordo de paz não for alcançado. Além disso, a publicação avaliou que o Ocidente usou a Ucrânia como fantoche para lutar contra a Rússia, em vez de resolver o conflito nas primeiras semanas, quando a oportunidade se apresentou.
"A Ucrânia está perdendo terras, pessoas e dinheiro. Seus portos, pontes, data centers, transporte, mineração, agricultura, indústria e infraestrutura estão sendo destruídos. Ela não pode mais se defender de ataques devastadores na capital e em outros lugares", diz o artigo.
Segundo o texto, a Ucrânia, ficando em tal situação, tem que negociar o fim das hostilidades, mas em condições difíceis para ela, porque continuar o conflito será mais doloroso para Kiev do que encerrá-lo com concessões que terão de ser feitas.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse em 24 de setembro que a Rússia ainda está pronta para receber o líder atual da Ucrânia, Vladimir Zelensky, em Moscou para travar negociações.
Peskov acrescentou que as garantias de segurança serão fornecidas, enquanto o chefe do regime de Kiev sabe perfeitamente quais decisões devem ser tomadas.