ECONOMIA

Governo planeja PLP para reforçar meta fiscal, afirma Durigan

Ministro da Fazenda comenta medidas para assegurar compromisso fiscal da gestão Lula.

Por Franco Dantas, especial para a AE Publicado em 27/10/2026 às 11:08
O ministro da Fazenda, Dario Durigan Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira, 27, que o governo tem em mente um Projeto de Lei Complementar (PLP) para reafirmar que perseguirá o centro da meta de resultado primário e mostrar compromisso fiscal da gestão Lula para o mercado financeiro. Durigan disse que outras medidas também estão sendo avaliadas para a política fiscal, mas não detalhou quais.

"Não vamos acabar com a banda, mas vamos dar todos os instrumentos para que a gente não tenha dúvida jurídica que a gente vai perseguir o centro da meta", afirmou o ministro. "A informação que eu tenho da análise técnica é que um Projeto de Lei Complementar daria conta de fazer esse estabelecimento", acrescentou Durigan, quando questionado se a medida exigirá uma emenda à Constituição.

Em entrevista exclusiva ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o ministro havia adiantado que o governo planejava medidas para reafirmar a perseguição do centro da meta de resultado.

Segundo o chefe das finanças públicas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nessa etapa pós-reeleição, deve definir sua equipe e apresentar essa medida para a política fiscal, possivelmente acompanhada de outras que estão sendo avaliadas.

"O compromisso desse governo do presidente é com responsabilidade fiscal, é com estabilidade fiscal, e isso não vai ser buscado com qualquer tipo de retaliação, isso vai ser buscado com diálogo. Eu mesmo ontem já fiz uma série de conversas com o mercado financeiro mostrando nosso compromisso fiscal e a necessidade de melhorar as contas públicas", afirmou Durigan.

O ministro pontuou que a reação do mercado financeiro na segunda-feira, com alta no câmbio e queda da bolsa de valores, não sinaliza uma descrença do mercado com relação às contas públicas do governo petista, apenas uma mudança de posição devido à reviravolta inesperada de Lula.

"O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado e acho que o mercado troca horas de posições num dia, é uma questão que a gente acompanha sempre com muita atenção. Não é com nenhum menosprezo, mas com muita atenção", disse Durigan.