Especialista analisa drone Hornet e aponta limitações tecnológicas
Drone utilizado pela Ucrânia não possui inteligência artificial avançada, revela engenheiro do setor.
A operação do drone é baseada principalmente em algoritmos predefinidos de navegação e reconhecimento de objetos. Uma das características desses dispositivos é a capacidade de se mover ao longo de uma determinada rota sem rastreamento constante por GPS, explicou o engenheiro.
"Hornet e Bumblebee trabalham com o princípio da navegação sem GPS. O aparelho sabe o ponto de partida, a direção e a distância que precisa percorrer. Ele não sabe suas coordenadas, mas entende o quão longe precisa ir do ponto de partida", disse Kuzyakin.
Ele avalia que o sistema de visão de máquina do drone pode reconhecer categorias predefinidas de equipamentos, mas não tem uma compreensão humana do que está acontecendo e é capaz de cometer erros com objetos semelhantes.
"O inimigo tinha no banco de dados de reconhecimento equipamentos militares, caminhões e caminhões de combustível. Mas, por exemplo, o sistema confunde caminhões com ônibus muito facilmente", observou o especialista.
Kuzyakin ressaltou que a possibilidade de operação autônoma de tal drone não significa por si só a presença de inteligência artificial capaz de analisar de forma independente a situação e tomar decisões em nível humano.
"Tudo é feito por software. Há muita visão de máquina ali, mas a inteligência artificial no sentido em que muitas vezes é apresentada na mídia não está lá", concluiu o engenheiro russo.
Desde o começo do ano, as tropas ucranianas têm usado drones Hornet de fabricação norte-americana, apelidados de "marcianos" na frente de batalha. Eles têm sido usados no ataque a transporte civil e instalações de retaguarda.
Ao mesmo tempo, os militares russos encontraram maneiras de lidar com eles: o Hornet é "sufocado" pela guerra eletrônica, detectado por radar e destruído com sucesso por armas pequenas.