POLÍTICA

María Corina Machado retorna à Venezuela após ano de exílio

A líder da oposição venezuelana volta ao país e provoca manifestação nas redes sociais.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 25/10/2026 às 14:39
María Corina Machado retorna à Venezuela após um ano em exílio no Panamá. © Foto / X / @MariaCorinaYA

A informação foi divulgada neste domingo (25) pela própria política:

"Estou aqui. Com vocês", escreveu na rede social X.

O ex-candidato à presidência Edmundo González Urrutia e aliado de Machado contra o governo do presidente Nicolás Maduro também se manifestou nas redes sociais:

"Venezuela! Me emociona muitíssimo anunciar que nossa líder, minha querida María Corina, está em território venezuelano. Hoje é um dia muito importante para os venezuelanos", escreveu ele, que concorreu nas eleições presidenciais 2024 e reivindica ainda vitória no pleito. "Muito em breve estarei com vocês e com ela para que nosso país avance verdadeiramente rumo à liberdade. Vocês sabem, isto é até o fim".

Corina deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Prêmio Nobel. No fim de março, a líder da oposição venezuelana encontrou-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.

Poucas semanas antes, o governo Trump e o governo de Delcy Rodríguez finalizarem a restauração das relações diplomáticas, com a reabertura da embaixada dos EUA em Caracas e o reconhecimento da presidente interina como interlocutora legítima.

Machado liderou uma campanha da oposição nas eleições presidenciais de julho de 2024. A Chancelaria da Venezuela já havia denunciado que Machado chegou a pedir um ataque dos EUA contra o país, ao afirmar em entrevista que a Venezuela representaria uma suposta ameaça para o Hemisfério Ocidental.

Ela era investigada no país pelos crimes de usurpação de funções, divulgação de informações falsas para causar tumulto, instigação à desobediência às leis, insurreição e conspiração.

Sequestro de Maduro

Em 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um grande ataque militar à Caracas, que resultou no sequestro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram levados para Nova York para serem julgados sob a legislação norte-americana, acusados ​​de "narcoterrorismo". A Suprema Corte da Venezuela nomeou Delcy Rodríguez como presidente interina.

Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU no mês passado, Rodríguez afirmou que o país realizaria eleições e que as autoridades já estavam em diálogo com a oposição sobre o assunto. No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou no início de outubro que a Venezuela ainda não estava preparada para realizar eleições.