Dólar apresenta alta em meio a incertezas eleitorais e tensões globais
Pesquisa indica empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, enquanto petróleo avança.
O dólar opera em alta no mercado à vista e os juros futuros também sobem diante da incerteza eleitoral, com mais uma pesquisa indicando o estreitamento da diferença entre o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno. O cenário é reforçado pelo avanço de mais de 2% do petróleo Brent, que chega perto de US$ 112 o barril, com a reescalada das tensões no Oriente Médio.
A pesquisa Indexa/Broadcast mostra Flávio Bolsonaro com 45,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 44,1% do presidente Lula, caracterizando um empate técnico. Em relação a 15 de outubro, Flávio subiu de 43,6% e Lula de 42,1%, reduzindo a diferença de 1,5 para 1,1 ponto porcentual. Em votos válidos, a disputa está em 50,6% a 49,4% para o senador. O porcentual de eleitores com voto definido aumentou de 86,5% para 89,8%, enquanto os que admitem mudar caíram de 11,5% para 7,3%.
No noticiário corporativo, teve início o primeiro leilão de gás natural da União, realizado online pela CCEE, com entrega do insumo em Itaboraí (RJ). O primeiro lote oferece 100 mil m³/dia à indústria de vidro, e o maior, de 350 mil m³/dia, será destinado aos setores químico e petroquímico. Vencem as propostas com maiores prêmios pagos à União.
No exterior, a Procter & Gamble (P&G) registrou lucro líquido de US$ 4,73 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, praticamente estável em relação ao ano anterior. Já a American Airlines teve um prejuízo líquido de US$ 269 milhões no terceiro trimestre, mais que o dobro da perda de US$ 114 milhões um ano antes.
Na Turquia, o Banco Central cortou suas principais taxas de juros em 100 pontos-base (pb) em sua reunião monetária, reduzindo a taxa básica de juros de 37% para 36% ao ano.
Na China, o governo implementará novas regras para investimentos no exterior, que entrarão em vigor em 1º de dezembro, em meio ao avanço do protecionismo e dos riscos geopolíticos. As novas medidas substituirão normas adotadas em 2017.
Às 9h25, o dólar à vista teve mínima a R$ 5,0399, com alta de 0,24%.