Tecnologia transforma operação do saneamento e amplia controle sobre redes de água e esgoto
Inteligência artificial e sistemas automatizados permitem monitoramento em tempo real, identificação de vazamentos e mais agilidade na operação da Rio+Saneamento
Equipamentos conectados, inteligência artificial e sistemas automatizados são algumas das soluções tecnológicas que estão ajudando a tornar a operação do saneamento mais eficiente. Na Rio+Saneamento, as tecnologias permitem acompanhar redes em tempo real, controlar remotamente a pressão da água, identificar vazamentos e otimizar processos nas estações de tratamento de diferentes municípios do estado do Rio.
Um dos exemplos mais recentes implementados pela companhia está em Pinheiral, no Sul Fluminense, onde foi instalada, em um ponto estratégico, uma Turbina Redutora de Pressão (TRP). O equipamento atua no controle da pressão da água na rede de distribuição e pode ser acompanhado remotamente pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária, que recebe os dados transmitidos pelo sistema.
Na prática, a tecnologia permite que a equipe operacional acompanhe a pressão na rede sem a necessidade de deslocamento até o local para determinadas ações, tornando a resposta a eventuais alterações mais rápida e evitando oscilações que podem causar danos ao sistema de distribuição, além de contribuir para a redução de eventuais vazamentos.
Outro diferencial da TRP é a geração própria de energia, uma vez que o sistema utiliza a própria operação do equipamento para produzir a energia necessária ao seu funcionamento, reduzindo a dependência de fontes externas e tornando os processos ainda mais sustentáveis a longo prazo.
Inteligência artificial no monitoramento
Novas tecnologias seguem sendo implementadas pela concessionária. O Elipse Water, plataforma que utiliza inteligência artificial, está em processo de implantação no novo CCO da Rio+, inaugurado recentemente em Piraí, e que acompanha os sistemas de abastecimento do município, além das cidades de Pinheiral, Vassouras e Rio Claro.
A ferramenta permite reunir informações dos sistemas e apoiar o monitoramento do abastecimento em tempo real. Entre as funcionalidades estão a identificação de grandes vazamentos, a previsão de consumo no curto prazo e o cálculo de perdas de água na distribuição.
Tecnologia para encontrar vazamentos
Além do monitoramento remoto, equipamentos especializados ajudam as equipes a identificar problemas que não podem ser vistos na superfície. Em Carapebus, no Norte Fluminense, a Rio+Saneamento utiliza o Piper para realizar estudos nas tubulações e identificar possíveis vazamentos. A ferramenta utiliza sensores para mapear o interior da tubulação e registrar o percurso realizado pela adutora.
Os dados obtidos permitem ampliar o conhecimento sobre o sistema de captação e distribuição de água e ajudam as equipes a planejar intervenções e melhorias com maior precisão.
Outro equipamento utilizado pela concessionária é o Geofone, que auxilia na localização de vazamentos não visíveis. O aparelho capta os ruídos provocados pela movimentação da água no subsolo e ajuda a indicar o ponto onde podem estar ocorrendo perdas de água. A tecnologia permite direcionar a intervenção para o local identificado, evitando, em determinados casos, a necessidade de abrir grandes trechos do asfalto ou de calçadas para localizar o problema.
Automação também chega ao tratamento de esgoto
Nas estações de tratamento de esgoto, a tecnologia também é aplicada para tornar os processos mais eficientes. Nas ETEs Divinéia, em São Fidélis, e Lages, em Paracambi, a Rio+Saneamento utiliza o Sludge Box, um moderno sistema de desidratação de lodo formado por uma espécie de bolsa drenante instalada em um contêiner. O sistema promove a separação entre a água e os resíduos sólidos presentes no lodo gerado durante o tratamento de esgoto, facilitando o manejo e a destinação adequada do material.
Na região Sul Fluminense, a concessionária utiliza ainda uma prensa desaguadora de disco na ETE Barão de Vassouras. O equipamento tem capacidade para processar até 1.800 toneladas de resíduos por mês e atende ao tratamento de lodo das ETEs de Piraí, Pinheiral e Vassouras.
A adoção de tecnologias em diferentes etapas da operação faz parte da estratégia da Rio+Saneamento para ampliar o controle sobre os sistemas, reduzir perdas e utilizar os recursos de forma mais eficiente. Para a população, os avanços se traduzem em uma operação mais monitorada e com maior capacidade de resposta das equipes. Já para o meio ambiente, os processos implementados buscam reduzir desperdícios e dar destinação adequada aos resíduos gerados pelo saneamento.