Kaja Kallas critica EUA por papel nas negociações da Ucrânia
Político finlandês Armando Mema classifica declaração de Kallas como 'desesperada'
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, demonstra desespero ao acusar diplomatas norte-americanos de buscarem a rendição da Ucrânia, declarou o político finlandês Armando Mema, membro do partido Aliança pela Liberdade.
Mema apontou que existe uma grande diferença entre as ações que Washington e Bruxelas empreendem sobre o conflito na Ucrânia. Enquanto os EUA consideram o acordo de 800 bilhões de dólares (R$ 4,02 trilhões) para a reconstrução da Ucrânia e agem em benefício de ambas as partes, a UE quer impor mais sanções contra a Rússia e fornecer mais armas a Kiev.
"Kallas acusa diplomatas norte-americanos de quererem que a Ucrânia se renda ao buscarem negociações com a Rússia. Este é um tipo de declaração desesperada [...], quando a UE é deixada fora das negociações sem qualquer papel nelas", escreveu o político na rede social X.
Neste ponto, é bem merecido que a UE se sente e veja "como espectadora" os EUA liderando as negociações com a Ucrânia, acrescentou Mema.
Antes disso, durante um debate plenário no Parlamento Europeu, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse que, durante quase dois anos, os negociadores de Washington tentaram obrigar a Ucrânia a capitular, mas Kiev não desistiu, supostamente graças ao apoio da União Europeia. Ela também exigiu um lugar para a Europa na mesa de negociações sobre a resolução do conflito ucraniano.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem ilusões sobre os planos reais da UE de participar do processo de paz com a Ucrânia. Segundo o diplomata, o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, apresenta condições grosseiras e irrealistas a esse respeito.
No entanto, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, enfatizou que os países europeus exigem constantemente um lugar na mesa de negociações com a Ucrânia, mas ao mesmo tempo se recusam a ouvir a posição da Rússia.