POLÍTICA

Conselho da Meta critica falhas eleitorais ligadas a Lula e movimento anti-Trump

Empresa é cobrada por transparência e consistência em moderação de conteúdos eleitorais.

Por Sputnik Brasil Publicado em 21/10/2026 às 06:27
Conselho da Meta critica falhas de moderação eleitoral ligadas a Lula e movimento anti-Trump. © AP Photo / Jenny Kane

O Conselho de Supervisão da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, proibida na Rússia por atividade extremista) acusou a empresa de falhas recorrentes na moderação eleitoral e cobrou mais transparência citando restrições a contas ligadas a Lula no Brasil e ao movimento "No Kings" nos EUA.

O Conselho de Supervisão da Meta afirmou que a empresa continua apresentando falhas recorrentes na moderação de conteúdos relacionados a eleições e pediu mais transparência e consistência na aplicação de suas políticas. Segundo o órgão, que é independente, a plataforma precisa proteger a liberdade de expressão durante processos eleitorais, evitando restrições indevidas a manifestações políticas legítimas.

A crítica foi divulgada por um jornal de grande circulação no país em meio à disputa eleitoral brasileira e às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Para o conselho, os problemas ocorrem tanto pela aplicação excessiva das regras, que pode censurar conteúdos legítimos, quanto pela aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral.

No Brasil, o relatório cita as restrições impostas às contas de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando que o caso representa uma falha na aplicação das políticas contra fraudes. Segundo o órgão, a situação deveria ter sido encaminhada para revisão por especialistas internos da empresa.

A manifestação ocorre após relatos de que contas ligadas à campanha de Lula foram prejudicadas por limitações técnicas. A Meta afirmou que os episódios foram incidentes técnicos e negou interferência nas eleições brasileiras. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a empresa comprovasse tratamento igualitário às campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O conselho também criticou a atuação da empresa nos Estados Unidos ao citar erros envolvendo contas do movimento "No Kings" (Não há reis), que organiza manifestações contra o presidente Donald Trump. Segundo o órgão, os mecanismos internos da plataforma deveriam ter evitado o problema e garantido uma revisão adequada dos perfis afetados.

Além dos casos específicos, o Conselho de Supervisão cobrou métricas públicas que permitam avaliar a eficácia das ações de integridade eleitoral.

Embora a Meta divulgue dados gerais, como anúncios armazenados e contas removidas, o órgão avalia que a empresa ainda não oferece transparência suficiente para medir falhas na moderação.

Para o conselho, os episódios recentes mostram que a promessa da companhia de reduzir erros e ampliar a liberdade de expressão durante eleições ainda não foi plenamente cumprida.