Risco de envio de militares dos EUA à América Latina nas eleições?
Cientistas políticos analisam a presença militar estrangeira na região antes da votação no Brasil.
Para o cientista político Ricardo Borges, não há tensão política iminente na América do Sul. A presença militar de potências estrangeiras, como França, Inglaterra e EUA, é incômoda, mas não gera uma preocupação regional.
Na visão do internacionalista André Araújo, as pressões externas estimulam a reorientação das políticas internas de segurança a respeito do controle de fronteiras e do combate ao narcotráfico. "Especialmente em contexto eleitoral, são colocadas alternativas a respeito de todos esses temas. Nesse sentido, a pressão externa ocorre também pela possibilidade de conseguir pautar a agenda do debate público em um ano de disputa pela presidência", afirma.
Para o advogado Daniel Astone, o envio de militares estadunidenses para a América Latina em pleno momento que o Brasil atravessa uma das eleições presidenciais mais delicadas de sua história recente serve como alerta de que há mais em jogo nesse pleito do que a mera escolha de um candidato A ou B por um período de quatro anos. "Lidos à luz do Corolário Trump e do precedente venezuelano, esses episódios justificam vigilância sobre tentativas de deslegitimar as instituições e constranger a vontade popular."
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