FUP pede agilidade à Petrobras para implementação da escala 5x2
Federação cobra adequações para garantir direitos dos terceirizados após fim da escala 6x1.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) cobrou nesta terça-feira, 20, agilidade da Petrobras na transição para a escala 5x2, depois da sanção do fim da escala 6x1. A iniciativa ocorre num contexto em que muitos trabalhadores cumprem 44 horas semanais, enquanto a nova referência passa a ser de 40 horas. A estatal montou um grupo de trabalho para definir o novo modelo, conforme antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Para a FUP, a mudança de regra é um avanço que precisa resultar em alterações efetivas e a ação da estatal é fundamental para evitar que a reorganização das atividades vire barreira ao novo modelo. A nova regra prevê dois dias de descanso semanal e exige negociação em regimes diferenciados. Uma das tarefas do grupo de trabalho da empresa será definir como as medidas serão aplicadas aos diferentes contratos e jornadas.
Segundo a FUP, a atenção deve se concentrar nos prestadores de serviço, contratados por centenas de empresas e alocados em áreas distintas, como plataformas marítimas e refinarias, com jornadas variadas.
Entre os cerca de 50 mil empregados próprios da Petrobras, o regime administrativo já adota 40 horas semanais e, nas áreas operacionais, as escalas são definidas em acordos coletivos. A federação defende que a redução da jornada e a ampliação do descanso também alcancem os terceirizados, considerados essenciais para a operação.
A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, afirmou em nota que "o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução salarial são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora", e sustentou que a empresa deve adequar contratos para incluir os prestadores de serviço.
"Não podemos aceitar que milhares de profissionais que são fundamentais para o funcionamento da companhia fiquem para trás. A luta por melhores condições de trabalho é também a luta pelo direito de viver com dignidade", disse a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira. "A FUP pressiona por igualdade de tratamento a todos os trabalhadores", acrescentou.