SEGURANÇA PÚBLICA

Músico da Filarmônica de Berlim persegue assaltantes em SP

Stephan Koncz foi abordado por criminosos na Avenida Paulista e teve celular roubado.

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/10/2026 às 10:26
Músico da Filarmônica, Stephan Koncz, de Berlim persegue assaltantes em SP

O músico austríaco Stephan Koncz, da Orquestra Filarmônica de Berlim, foi assaltado e perseguiu os criminosos na tarde de segunda-feira, 19, na região da Avenida Paulista, na zona oeste de São Paulo. Dois suspeitos foram presos.

A Polícia Civil afirmou que Koncz relatou que usava o celular nas proximidades do hotel em que estava hospedado, quando foi abordado por dois criminosos, no cruzamento da Rua Pamplona com a Alameda Santos, a poucos metros da Avenida Paulista.

Segundo a corporação, a dupla agrediu o músico para conseguir pegar o aparelho e depois fugiu. Koncz, no entanto, decidiu correr atrás dos assaltantes enquanto pedia por ajuda.

A cena chamou a atenção de policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos (GARRA), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), e de equipes de motopatrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) que passavam pela região.

Os agentes conseguiram abordar os suspeitos e, durante a busca pessoal, encontraram o celular da vítima com um deles.

A dupla foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), onde o caso foi registrado como roubo circunstanciado. Os suspeitos seguem à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, apesar da agressão sofrida, Koncz teve apenas uma lesão leve na mão. O austríaco, que é violoncelista, compositor, arranjador e regente, estava no Brasil para apresentações.

A Orquestra Filarmônica de Berlim se apresentou na Sala São Paulo, na região central de São Paulo, no domingo, 18, e na segunda-feira. Essa foi a segunda vez que a orquestra esteve no Brasil - a primeira passagem havia ocorrido há 26 anos. Na quarta-feira, 21, os músicos se apresentarão em Buenos Aires, na Argentina.

Alta de roubos na região

Como revelado pelo Radar da Criminalidade do Estadão, o distrito policial da Consolação teve o 3ª maior alta de roubos da cidade: (9,3%) de janeiro a agosto, sobretudo em ruas como Augusta e Frei Caneca. O 78º Distrito Policial (Jardins) registrou em agosto o maior aumento (60,5%) da capital ante o mesmo mês de 2025.

Investigações policiais indicam que as gangues de bicicleta com atuação na região são formadas por ao menos dois ou três criminosos, que ficam rodeando quarteirões atrás de potenciais alvos distraídos.

Os ladrões se comunicam com comparsas por meio de fones para combinar o melhor momento de dar o bote. Uma vez que o celular é levado, eles logo correm para entregá-los a receptadores dos aparelhos.

O alvo principal dos criminosos, o que motiva inclusive a instalação de avisos nos arredores da Paulista, segue sendo o celular, mas não só: no início de outubro, um idoso teve a correntinha arrancada bruscamente do pescoço perto da Estação Brigadeiro do Metrô, na Avenida Paulista.

Atualmente, a maior parte dos casos na região é de furtos - essa modalidade registrou altas mais tímidas, de cerca de 1%, tanto no Jardins quanto na Consolação no consolidado do ano -, mas agora chama atenção o aumento dos registros de roubos, quando há violência física ou grave ameaça.

Conforme o Radar da Criminalidade, são casos que se espalham não só pela Paulista, mas por vias como a Alameda Lorena e a Rua Oscar Freire, no lado do Jardins, e pela Augusta e a Frei Caneca, no lado da Consolação.