CONFLITO

Ataque dos Houthis em campo militar no Iêmen resulta em 73 mortos

Mais de 200 recrutas ficaram feridos em bombardeio de mísseis balísticos na província de Shabwa.

Por Estadao Conteudo Publicado em 20/10/2026 às 09:00
Ataque dos Houthis em campo militar no Iêmen resulta em 73 mortos © AP Photo / Osamah Abdulrahman

O número de mortos em um ataque dos Houthis a um campo de treinamento militar do governo no sul do Iêmen subiu para 73, todos novos recrutas, informou nesta terça-feira o governador da província de Shabwa, Awad Ibn al-Wazir. Foi o ataque mais letal desde a retomada da escalada de combates no país, há três meses. Mais de 200 pessoas ficaram feridas.

Segundo o governador, os recrutas tinham entre 18 e 20 anos, e alguns permaneciam desaparecidos após o bombardeio com mísseis balísticos contra o campo de al-Alam, na segunda-feira.

Os militares estavam em formação para um treinamento quando foram atingidos. A unidade preparava jovens para atuar na segurança da província, e não em operações de combate. "Isso não tinha nada a ver com as linhas de frente", afirmou Ibn al-Wazir.

O governo de Shabwa informou que três mísseis balísticos atingiram a instalação. Os Houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram o ataque e disseram ter causado dezenas de vítimas, sem detalhar os números. Segundo outro funcionário do governo, parte dos feridos foi transferida em estado crítico para hospitais de outras províncias.

O episódio ocorre em meio à intensificação do conflito desde julho, quando forças do governo reconhecido internacionalmente e da coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardearam o aeroporto de Sanaa, controlado pelos Houthis, rompendo a trégua de 2022.

Nesta terça-feira, a Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil balístico lançado pelo grupo após um alerta e uma explosão ouvida na região de Riad, perto do Aeroporto Internacional Rei Khalid.

A guerra civil no Iêmen começou em 2014, quando os Houthis tomaram Sanaa e obrigaram o governo a deixar a capital. A coalizão saudita interveio em 2015. Desde então, o conflito deixou mais de 150 mil mortos e provocou uma das piores crises humanitárias do mundo. Fonte: Associated Press.