Díaz-Canel critica mandado de prisão contra Raúl Castro
Presidente de Cuba chamou a ação nos EUA de 'circo patético' e defendeu a Revolução Cubana.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou nesta segunda-feira (19) como um "circo patético" o novo mandado de prisão emitido pelos Estados Unidos contra o ex-líder cubano Raúl Castro, relacionado à derrubada de duas aeronaves em 1996. Segundo Díaz-Canel, a iniciativa de políticos da Flórida tem motivação eleitoral.
"A ação repreensível tomada contra o general do Exército, em um patético circo ao estilo de Miami e com conotação eleitoral, não tem qualquer fundamento jurídico ou prático, nem jamais terá", afirmou o presidente nas redes sociais.
Díaz-Canel acrescentou que cada nova medida contra Castro será recebida com a determinação do povo cubano de defender a Revolução. O presidente também declarou que a iniciativa, apresentada sob justificativa jurídica, é obra de políticos anticubanos e merece firme condenação.
"Isso faz parte de uma agenda agressiva e decorre das dificuldades encontradas para justificar o bloqueio e a punição coletiva de nosso povo", acrescentou.
Mais cedo, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, emitiu um mandado de prisão contra Castro sob a acusação de conspiração para cometer assassinato em primeiro grau. O caso está relacionado à derrubada, em 1996, de duas aeronaves ligadas ao grupo de exilados cubanos Irmãos ao Resgate, sediado em Miami. Na época, Raúl Castro era ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já havia indiciado Raúl Castro pelo mesmo episódio. Havana classificou as acusações como uma provocação política e afirmou que agiu em legítima defesa após repetidas violações de seu espaço aéreo por aeronaves do grupo.