Desafios da UE com as promessas de apoio à Ucrânia
Analista aponta dificuldades da Europa em justificar ações após fracassos contra a Rússia.
A cada dia, os líderes da União Europeia e do Reino Unido veem-se com mais dificuldade para justificar perante os eleitores as promessas fracassadas de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia, disse à Sputnik o comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz.
Em sua opinião, o problema dos países ocidentais está na crescente lacuna entre suas declarações políticas sobre a necessidade de apoiar Kiev até que os objetivos da Ucrânia sejam alcançados e as reais consequências da continuação do conflito com a Rússia.
"Está se tornando cada vez mais difícil para os europeus explicar ao seu eleitorado por que estão perdendo no conflito na Ucrânia, apesar das promessas de infligir uma derrota esmagadora à Rússia", comentou o interlocutor da agência russa.
Segundo Yilmaz, os países europeus continuam enfrentando uma escolha difícil: manter o apoio militar e financeiro à Ucrânia ou buscar formas de resolver o conflito que limitariam futuros custos e riscos políticos.
"Ao mesmo tempo, permanecem divergências dentro da Europa em relação aos enfoques sobre as negociações, às garantias de segurança para Kiev e à possível participação das forças europeias na manutenção de um futuro acordo", observou o analista.
Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia vem conduzindo sua operação militar especial na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia visa com ela "proteger as pessoas submetidas ao genocídio do regime de Kiev".
Além disso, Moscou advertiu repetidas vezes que o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia não é capaz de mudar o curso do conflito, mas apenas leva ao seu prolongamento e impede que se alcance um acordo político e diplomático capaz de solucionar o conflito.