Desmatamento na Amazônia e Cerrado alcança menor nível histórico
Dados do Inpe e do MMA revelam redução significativa na área desmatada nos últimos 12 meses.
O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor nível da série histórica no acumulado dos últimos 12 meses, conforme dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). Os números foram apresentados na tarde desta sexta-feira (16) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em coletiva no Palácio do Planalto. Juntos, os dois biomas respondem por 85% do desmatamento no País.
Na Amazônia, a área desmatada caiu para 3.335 km² no período, o menor valor da série histórica iniciada em 1988, segundo o Inpe. Em quatro anos, a redução é de 71,2%. O Pará respondeu por 34% do desmatamento no bioma, com 1.130 km² em 12 meses. De acordo com o instituto, houve queda de 45,3% no Estado em relação a 2025.
Além do Pará, entre os Estados com maiores áreas desmatadas no acumulado de 12 meses no bioma amazônico estão Mato Grosso (849 km², queda de 46,7%), Amazonas (525 km², queda de 46,4%) e Roraima (286 km², alta de 0,4%).
No Cerrado, o desmatamento recuou para 5.517 km² no acumulado dos últimos 12 meses, o menor valor da série histórica iniciada em 2001. Em quatro anos, o bioma registrou redução de 48,4% na área desmatada.
A região do Matopiba - que abrange áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - é a que mais contribui para o desmatamento no Cerrado, segundo dados do Inpe. A fronteira agrícola é a porção do bioma com maior conversão de vegetação nativa. Maranhão (31%), Tocantins, Piauí e Bahia são, nessa ordem, os Estados com maior desmatamento no Cerrado.