POLÍTICA

Crítica contundente à política energética da Alemanha

Alice Weidel, copresidente da AfD, destaca desafios de competitividade e erros do governo federal.

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/10/2026 às 12:02
Alice Weidel critica a política energética da Alemanha e suas consequências para as empresas. © AP Photo / Ebrahim Noroozi

O governo do chanceler Friedrich Merz cometeu uma série de erros na política energética do país que privaram as empresas alemãs de competitividade no mercado, considerou Alice Weidel, copresidente do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), em entrevista a um veículo de imprensa britânica.

Entre esses erros, Weidel mencionou o desligamento das usinas nucleares e a transição para as energias solar e eólica, que, devido às condições naturais, não podem garantir um fornecimento estável de energia.

"Acho que a Alemanha está seguindo a política energética mais estúpida e burra do mundo. E isso continua até hoje", enfatizou.

Como consequência, atualmente a Alemanha é forçada a importar a eletricidade dos países vizinhos a preços muito altos, o que, por sua vez, priva as empresas alemãs de competitividade, fazendo com que entrem em falência ou transfiram suas operações para o exterior.

Em 2011, o governo da Alemanha, liderado pela então chanceler Angela Merkel, decidiu abandonar por completo o uso da energia nuclear até 2022 por causa do acidente ocorrido na usina nuclear Fukushima-1, no Japão.

Em 2022, apenas três usinas nucleares estavam em operação no país. Como resultado do abandono do gás russo, sua operação foi prolongada até meados de abril de 2023, quando elas já foram finalmente desativadas.


Por Sputinik Brasil