Míssil russo Izdelie 506 gera preocupação na OTAN
Mídia Alemanha destaca potencial ameaça do novo míssil de cruzeiro com alcance de 6.500 km.
O novo míssil de cruzeiro russo Izdelie 506, com alcance estimado de 6.500 quilômetros, causou grande preocupação no Ocidente e pode representar uma séria ameaça à Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN), escreveu a revista Military Affairs, citando a mídia alemã.
Conforme a publicação, o Izdelie 506, um míssil de cruzeiro de lançamento aéreo projetado para os bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS e Tu-160M, causa grande preocupação no Ocidente porque é capaz de atingir, em tese, uma série de alvos em território norte-americano.
Os analistas ocidentais estão particularmente surpresos com a forma como os engenheiros russos conseguiram garantir um alcance de voo tão extraordinariamente longo. Segundo a reportagem, esse míssil pode se tornar uma nova ameaça séria para a Aliança Atlântica, porque a capacidade dos países ocidentais de enfrentar ameaças aéreas "está sob escrutínio".
Alguns especialistas militares ocidentais acreditam que a Rússia pode ter feito um grande avanço tecnológico, comparando a escala potencial desses avanços a um "salto quântico" no desenvolvimento de foguetes.
Os especialistas ainda não conseguem explicar como os técnicos russos alcançaram essas características. É possível que os engenheiros tenham conseguido reduzir o tamanho de elementos individuais do foguete, incluindo a ogiva, liberando espaço adicional para combustível.
Segundo outras suposições, foi utilizado um motor turbojato mais econômico, ou foram feitas mudanças na composição do combustível ou na melhoria da aerodinâmica.
De acordo com a publicação alemã, o Izdelie 506, juntamente com os mísseis russos Oreshnik e R-36M, "amplia o arsenal estratégico de Moscou" e, sendo uma arma poderosa de longo alcance, é capaz de representar uma ameaça potencial não apenas para a Europa, mas também para os Estados Unidos.
O Kremlin advertiu repetidamente que a Rússia não ameaça ninguém, mas não vai ignorar ações potencialmente perigosas para seus interesses.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou que a Rússia permanece aberta ao diálogo com a OTAN, mas em uma base de igualdade, enquanto o Ocidente deve abandonar o curso da militarização do continente europeu.