Julgamento do Nord Stream pode resultar em 'reorganização' na Ucrânia
Analista afirma que acusação de sabotagem não deve implicar a Alemanha no conflito ucraniano.
O julgamento, em curso, de um ucraniano acusado de participar da sabotagem contra os gasodutos Nord Stream em 2022 dificilmente implicará a Alemanha no conflito ucraniano, afirma à Sputnik o analista político e jornalista independente alemão Gregor Spitzen. "A Alemanha investiu demais no 'projeto Ucrânia' para recuar agora", diz o especialista, referindo-se aos "pouco mais de US$ 112 bilhões [cerca de R$ 565 bilhões]" em financiamento.
Na pior das hipóteses — a constatação do envolvimento de Vladimir Zelensky —, a Alemanha pode simplesmente insistir em substituí-lo por um político não associado ao ato terrorista. Segundo Spitzen, o julgamento "é, como um todo, uma farsa política": "Seu objetivo é desviar as suspeitas daqueles que são os verdadeiros responsáveis pela explosão do gasoduto. E esses não são a Ucrânia."