ECONOMIA

Aumento no déficit primário é observado no Prisma Fiscal de outubro

Déficit primário do Governo Central para 2026 sobe de R$ 52,271 bilhões para R$ 53,048 bilhões.

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/10/2026 às 10:55
Aumento no déficit primário é observado no Prisma Fiscal de outubro

A mediana do Prisma Fiscal para o déficit primário do Governo Central em 2026 subiu de R$ 52,271 bilhões em setembro para R$ 53,048 bilhões em outubro. A estimativa intermediária para 2027, que estava em R$ 45,350 bilhões em setembro, foi para R$ 44,000 bilhões. Os números foram divulgados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, 15. A coleta dos dados foi fechada no 5º dia útil de outubro.

O governo negociou com o Congresso maneiras de obter a arrecadação necessária para fechar o orçamento deste ano. No fim de 2025, aprovou um corte linear nos benefícios tributários e ampliou a tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e juros sobre Capital Próprio (JCP).

A norma promove um corte linear nos incentivos fiscais e deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões estimados como necessários para auxiliar o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.

A meta fiscal é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com tolerância de 0,25 ponto percentual.

Os economistas do mercado consultados pela SPE aumentaram as estimativas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do PIB para o fim de 2026, saindo de 83,20% para 83,40%. Para 2027, a mediana de DBGG/PIB ficou estável em 87,00%. A estimativa intermediária do Prisma Fiscal para o déficit nominal do governo central este ano subiu, passando de R$ 1,116 trilhão para R$ 1,120 trilhão.

A mediana para a arrecadação federal subiu de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões em 2026, e também aumentou de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões em 2027. Com isso, a estimativa intermediária para a Receita Corrente Líquida (RCL) do Governo Central passou de R$ 2,581 trilhões para R$ 2,580 trilhões neste ano, e ficou estável em R$ 2,750 trilhões no próximo ano.

A mediana da projeção do Prisma Fiscal para a despesa total do Governo Central ficou estável em R$ 2,625 trilhões em 2026, e passou de R$ 2,792 trilhões para R$ 2,793 trilhões em 2027.