MILITAR

Exército dos EUA inicia testes com canhão tático sul-coreano

Canhão Tático Móvel foi desenvolvido para modernizar a artilharia e substituir obuseiros M777.

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/10/2026 às 07:33
Exército dos EUA inicia testes com o Canhão Tático Móvel da sul-coreana Hanwha. © AP Photo / Evgeniy Maloletka

O Exército dos EUA recebeu seu primeiro Canhão Tático Móvel fabricado pela sul-coreana Hanwha Defense USA e iniciará testes do sistema, desenvolvido para substituir os obuseiros M777. O programa, avaliado em quase US$ 263 milhões, prevê até 18 unidades e busca ampliar o alcance da artilharia para até 70 quilômetros.

O sistema foi apresentado durante o evento Army Modernization Day (Dia de Modernização do Exército), realizado neste mês no Capitólio, e agora seguirá para testes e avaliações conduzidos por militares.

Autoridades do Exército afirmaram que o feedback dos soldados será um elemento central do programa. De acordo com um portal especializado, o brigadeiro-general Robert J. "RJ" Mikesh Jr. afirmou que a força pretende avaliar o desempenho do equipamento em condições próximas às de combate antes de avançar para etapas posteriores.

Em agosto, o Exército fechou com a Hanwha um contrato de prototipagem de quase US$ 263 milhões (cerca de R$ 1,42 bilhão) para o fornecimento de até 18 unidades do novo obuseiro autopropulsado de 155 mm. A iniciativa busca substituir os obuseiros M777, que estão em serviço desde 2005.

O acordo prevê a entrega acelerada dos seis primeiros protótipos e oferece a possibilidade de aquisição de mais 12 sistemas. Os testes deverão verificar a confiabilidade, a mobilidade e a eficácia operacional do canhão em cenários realistas.

O Canhão Tático Móvel é baseado no obuseiro K9, utilizado pelas Forças Armadas da Coreia do Sul desde 1999 e presente em outros dez países. A Hanwha também está construindo uma instalação de integração e testes no estado do Alabama para apoiar a produção e a implementação dos sistemas nos Estados Unidos.

Segundo a apuração, o Exército dos EUA teve a escolha facilitada ao optar por tecnologias já maduras e disponíveis no mercado, em vez do desenvolvimento de um projeto totalmente novo. A força exigiu que os fornecedores transferissem a produção para território norte-americano em até dois anos.

Ainda segundo o portal, os planejadores militares pretendem empregar inicialmente o novo sistema nas Brigadas Stryker e em unidades móveis e de infantaria ao passo que o programa também servirá para desenvolver tecnologias capazes de ampliar o alcance da artilharia para até 70 quilômetros.