Análise do papel do agronegócio nas relações Brasil-China
Especialistas comentam a estratégia de Flávio Bolsonaro em relação à China nas eleições.
Em seu governo, Jair Bolsonaro manteve relações com a China "em que ele criticava de dia, e à noite pedia desculpas", classifica o internacionalista Roberto Goulart Menezes.
Agora, a situação é ainda mais distinta uma vez que nos últimos anos o percentual das exportações do Brasil para a China não só cresceu, como se diversificou. Para Menezes, o mais provável é que Flávio Bolsonaro, caso eleito, recorra à estratégia de atacar a China como governo, mas reafirmar que quem mantém as relações com o país asiático são as empresas brasileiras.
O internacionalista Renan Holanda Montenegro considera improvável um retrocesso nas relações com a China. Não só o senador obteve uma vitória eleitoral no cinturão da soja no primeiro turno, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma das principais apoiadores do presidenciável, já afirmou que o candidato, se eleito, terá de equilibrar a relação entre EUA e China.
No entanto, ele ressalta que a agenda externa é um assunto ausente na campanha de Flávio, uma vez que ele já ficou associado ao tarifaço de Trump, que prejudicou em um primeiro momento o agronegócio.
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