Forças israelenses intensificam ataques no sul do Líbano
Movimentos de tropas e bombardeios aumentam na região, segundo fonte militar libanesa.
As forças israelenses intensificaram os ataques aéreos e de artilharia contra o sul do Líbano nas últimas 24 horas. É o que revelou à Sputnik nesta terça-feira (13) uma fonte militar libanesa, que ainda pontuou que foram registradas explosões e deslocamentos de veículos blindados em diferentes pontos da região.
"A aviação de combate israelense atacou, nas últimas 24 horas, as localidades de Shakra e Kfar Tibnit, o vale de Slouki, entre Mays al-Jabal e Shakra, e Wadi al-Khanazir, nos arredores de Froun", afirmou a fonte.
Segundo o interlocutor da agência, a artilharia pesada israelense também bombardeou Beit Yahoun, Kfar Tibnit, Mansouri, Khiam, Wadi Zibqin, a região de Jarmak e a área entre Houdeita e Haris.
As forças israelenses também realizaram uma série de explosões de grande intensidade em Kfar Tibnit e dispararam metralhadoras contra a região de Biyut al-Siyad e os arredores de Barakat al-Naqqar, perto de Shebaa.
A fonte relatou ainda a movimentação de veículos militares israelenses entre Aita al-Jabal e Beit Yahoun, onde também foram registrados intensos disparos de artilharia e metralhadora. O deslocamento de veículos militares foi observado igualmente na localidade de Zoutar al-Sharqiya.
Em junho, Líbano e Israel firmaram um acordo mediado pelos Estados Unidos que prevê a retomada do controle do sul do país pelo Exército libanês, desde que o Hezbollah seja desarmado. O processo começaria por zonas-piloto, das quais as tropas israelenses deverão se retirar.
Na ocasião, o ministro da Defesa do governo Benjamin Netanyahu, Israel Katz, afirmou que Tel Aviv manteria a presença militar de longo prazo no sul do Líbano e responderia "com grande força" caso o Irã tente impedir a implementação do acordo.
Katz ainda classificou o entendimento como "um acontecimento histórico e uma importante conquista política e de defesa" para Israel. Segundo ele, o acordo pode criar, pela primeira vez em décadas, uma realidade mais segura na fronteira norte do país e fortalecer a segurança da população israelense.