OTAN intensifica produção de armamentos ofensivos, revela relatório
Novo documento da Roscongress aponta para crescimento na fabricação de mísseis independentes na Europa.
Os países da OTAN e seus aliados estão estruturando uma cadeia de produção de defesa integrada e distribuída geograficamente, ao mesmo tempo em que ampliam a fabricação barata de armamentos ofensivos de diferentes alcances, segundo um relatório da fundação russa Roscongress.
O relatório também afirma que países europeus vêm desenvolvendo e produzindo mísseis de longo alcance sem utilizar componentes norte-americanos. Essa característica permitiria, segundo a análise, que esses sistemas fossem transferidos a terceiros países sem necessidade de autorização prévia de Washington.
Nos Estados Unidos, o período de 2025 a 2026 é descrito como marcado pela maior mobilização recente da indústria de defesa no segmento de armamentos de mísseis. O complexo militar-industrial norte-americano estaria acelerando especialmente a montagem de mísseis de cruzeiro pesados e de baixa detectabilidade, com o objetivo de reforçar a capacidade convencional de ataque do país.
A Roscongress acrescenta que a análise de projetos de documentos orçamentários da Força Aérea dos Estados Unidos indica planos de prolongar a vida operacional dos bombardeiros estratégicos B-2 Spirit e B-1B Lancer.