Congresso dos EUA analisa vulnerabilidades de veículos anfíbios frente a drones
Relatório questiona capacidade de novos ACVs dos Fuzileiros Navais diante da evolução das ameaças aéreas.
Relatório do Congresso dos EUA levanta dúvidas sobre a capacidade de sobrevivência dos novos veículos anfíbios dos fuzileiros navais diante da crescente ameaça de drones, à luz das lições da guerra na Ucrânia. Em resposta, os militares já começaram a incorporar sistemas de defesa antidrone aos blindados.
O novo veículo de combate anfíbio (ACV, na sigla em inglês) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA passou a ser alvo de questionamentos no Congresso norte-americano devido à crescente vulnerabilidade de veículos blindados diante da evolução dos drones no campo de batalha, refletindo as lições observadas em conflitos recentes, especialmente na Ucrânia.
Em relatório divulgado nesta semana, o Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS) destacou que o conflito ucraniano demonstrou como veículos blindados têm sido amplamente neutralizados por drones e munições guiadas, reduzindo sua eficácia em operações convencionais.
O documento questiona especificamente a capacidade de sobrevivência desses veículos durante operações anfíbias e em combate terrestre. Como os ACVs são projetados para fornecer apoio de fogo direto aos fuzileiros desembarcados, o CRS perguntou até que ponto eles estariam expostos a ameaças aéreas de não tripulados e se o Corpo de Fuzileiros considera adaptações adicionais inspiradas nas experiências da Ucrânia.
Em resposta a essas preocupações, os Fuzileiros Navais firmaram no mês passado um contrato com a Anduril para integrar ao ACV um sistema de defesa contra drones. A solução escolhida, chamada Pulsar-L, combina sensores e bloqueadores de sinal capazes de detectar e neutralizar drones leves controlados por radiofreência.
Segundo a justificativa da contratação, o sistema já é empregado pelo Comando de Operações Especiais dos EUA por seu baixo peso, capacidade de enfrentar múltiplos alvos simultaneamente e habilidade de conduzir todo o processo de neutralização de drones, tanto com o veículo parado quanto em movimento.
Ainda segundo o CRS, restam dúvidas sobre a quantidade de ACVs necessária caso o Corpo de Fuzileiros implemente um plano de expansão de efetivos porque cada veículo custa cerca de US$ 6 milhões (cerca de R$ 29,9 milhões), dependendo da versão, o que pode ampliar significativamente os gastos caso a força cresça nos próximos anos.
Por Sputinik Brasil