ECONOMIA

Dólar apresenta queda com influência das eleições e do cenário internacional

Pesquisas eleitorais favorecem Flávio Bolsonaro, enquanto o petróleo recua, impactando o mercado financeiro.

Por Estadao Conteudo Publicado em 09/10/2026 às 09:47
Dólar Reprodução

O dólar recua no mercado à vista na manhã desta sexta-feira, 9, enquanto o Ibovespa futuro avança, acompanhando ganhos do EWZ e dos ADRs da Vale em Nova York, após pesquisas confirmarem a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, reforçando apostas em alternância de poder e corte de gastos. Pode ter fluxo estrangeiro apoiando alta leve das moedas emergentes, incluindo o real, diante do apetite por risco internacional, por conta da queda do petróleo. No entanto, compras de importadores com dólar perto de R$ 5,00 têm ajudado a limitar a recuperação do real.

O barril do Brent cai pouco mais de 1%, a US$ 102, após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que não atacará o Irã antes das eleições de novembro, reduzindo temores de interrupção do abastecimento pelo Estreito de Ormuz.

Na primeira pesquisa do instituto Datafolha para o segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49% das intenções de voto totais, ante 45% de Lula (PT), e 52% a 48% nos votos válidos, o que significa empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos porcentuais.

A AtlasIntel/Bloomberg aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,1% das intenções de voto totais no segundo turno, ante 45,7% de Lula (PT). Nos votos válidos, a diferença é de 52,8% a 47,2%, com margem de erro de 1 ponto porcentual.

O mercado também analisa o IPCA, que subiu 0,82% em setembro, após recuar 0,32% em agosto, segundo o IBGE. O resultado ficou acima da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,76%, e próximo do teto das projeções, de 0,83%. No acumulado do ano, a inflação avançou 3,95%; em 12 meses, a alta foi de 4,58%.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou para esta sexta-feira, às 11h30, uma entrevista coletiva interministerial sobre combustíveis. O governo editou no DOU a MP 1.395, que libera R$ 7,52 bilhões em crédito extraordinário para manter as subvenções à produção e importação de combustíveis. Desse total, R$ 6,17 bilhões serão destinados ao subsídio ao diesel.