Trump afirma que EUA não atacarão Irã antes das eleições
Presidente Donald Trump garante manutenção do bloqueio naval aos portos do Irã.
Os Estados Unidos não vão atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, mas manterão o bloqueio naval aos portos iranianos, afirmou nesta quinta-feira (8) o presidente norte-americano, Donald Trump.
"O bloqueio continuará plenamente em vigor, enquanto o petróleo flui em quantidades recordes de barris pelo estreito de Ormuz", declarou o líder republicano nas redes sociais.
Em outra publicação, o presidente afirmou que Washington mantém negociações produtivas com Teerã, mas não informou quais questões estão sendo discutidas. Trump também confirmou que os EUA não lançarão novos ataques contra o país antes das eleições.
"Não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato nos EUA, que serão realizadas em 3 de novembro", escreveu.
A medida ocorre em meio a pesquisas de opinião que mostram a impopularidade da continuidade da guerra no Oriente Médio nos Estados Unidos. Um levantamento da Universidade Marquette, realizado em agosto, mostrou que 88% dos entrevistados consideram que Washington não conseguiu alcançar os objetivos do conflito iniciado por Trump. Para 75%, os altos custos provocados pelos confrontos não compensaram os resultados obtidos.
Aliado a isso, as tensões na região têm afetado as cadeias globais de combustíveis por conta da dificuldade de escoamento do produto. Com isso, o preço do diesel no varejo dos EUA chegou a ultrapassar US$ 7 (R$ 35) por galão, medida equivalente a de 3,8 litros — o maior valor já registrado. A alta ameaça a temporada de colheitas e eleva o risco de uma forte aceleração da inflação dos alimentos no país às vésperas das eleições de meio de mandato.
Conflito afeta navegação em Ormuz
No fim de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha conjunta de bombardeios contra o Irã. Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas e instalações de aliados de Washington no Oriente Médio.
Em meados de junho, Irã e Estados Unidos assinaram um memorando para encerrar as hostilidades, mas os ataques foram retomados pouco depois. Desde então, as ações militares ocorrem de forma esporádica, sem um acordo definitivo para encerrar o conflito.
Os confrontos também afetaram o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte internacional de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes. O fluxo de navios mercantes pela passagem estratégica caiu drasticamente durante o período de maior tensão.