ECONOMIA

Ibovespa atinge máxima de 206 mil pontos impulsionado por petróleo e eleições

O otimismo nos mercados se reflete na valorização das ações com as pesquisas eleitorais em destaque.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/10/2026 às 11:23
Ibovespa atinge máxima de 206 mil pontos impulsionado por petróleo e eleições Depositphotos

A disparada do petróleo para 4% na manhã desta quinta-feira, 8, estimula as ações do setor e ajuda a impulsionar o Ibovespa. A alta ainda reflete a desaceleração da queda das bolsas norte-americanas nesta manhã e também é atribuída ao desempenho do candidato favorito ao segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas pesquisas de intenção de voto.

Contudo, a valorização do petróleo, com o Brent a US$ 104 o barril, mantém no radar preocupações inflacionárias e com juros elevados no mundo, em dia de agenda esvaziada de indicadores aqui e lá fora. A commodity sobe diante da escalada nas tensões no Oriente Médio por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã, que já dura sete meses.

Além disso, a queda de 3,12% do minério de ferro, em Dalian, na volta de feriado na China, impede alta da ação da Vale (-0,20%), embora os demais papéis do setor metálico subam na B3, além de alguns bancos, sugerindo entrada de capital estrangeiro.

Também seguem no foco pesquisas eleitorais de intenção de voto para o segundo turno. Divulgado hoje, levantamento PoderData/Aya mostra que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ampliou a vantagem que teve ao final da primeira etapa da eleição sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a pesquisa, que é a primeira divulgada neste segundo turno, Flávio aparece com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. Ainda hoje sairá a pesquisa Datafolha (18h45).

Segundo Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, o mercado mantém otimismo diante da vantagem de Flávio na corrida ao segundo turno da eleição presidencial, no dia 25. Porém, após a alta de 7,7% do Ibovespa na segunda-feira e em meio ao exterior "pesado", o espaço para alta forte é limitado.

Além da pesquisa PoderData/Aya, investidores digerem notícias ligadas ao senador do PL. Em vídeo publicado no X, o economista Adolfo Sachsida, que se apresenta como coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio, afirmou que uma eventual gestão não fará privatizações e citou especificamente Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

"Com certeza, falar em fiscal anima, assim como citar nomes que poderão compor a Fazenda em uma eventual gestão Flávio", diz o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Analistas do Rio de Janeiro e de São Paulo consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) começam a afinar as apostas sobre quem comandará a economia caso o candidato do PL vença o pleito no fim deste mês, e os nomes mais citados para o Ministério da Fazenda são Marcelo Kayath, Alexandre Bettamio e Roberto Campos Neto.

Às 11h09, o Ibovespa subia 1,02%, na máxima em 206.381,60 pontos, ante mínima em 203.984,57 pontos (-0,16%) e abertura aos 204.299,70 pontos. Petrobras avançava entre 2,14% (PN) e 3,10% (ON), com petróleo acima de 4%.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. Também recuou na terça-feira (-0,52%). Para Oliveira, fatores como a queda do minério - que pesa sobre a Vale - limitam um pouco a Bolsa de avançar, apesar do petróleo em alta favorecer a Petrobras, as duas ações de maior peso no Ibovespa. Em Nova York, o Dow Jones ia para o positivo (+0,05%).