TECNOLOGIA

Centro científico russo desenvolve dispositivos de navegação com maior resistência à interferência eletrônica

Novos aparelhos podem suprimir 16 canais de interferência, aumentando a eficácia em ambientes de guerra.

Por Sputnik Brasil Publicado em 08/10/2026 às 04:49
Tecnologia russa avança com novos dispositivos de navegação contra interferências eletrônicas. © Sputnik / Aleksei Nikolsky / Acessar o banco de imagens

Centro Científico e de Produção Ushkuinik desenvolveu uma linha de dispositivos de navegação resistentes a ruídos capaz de operar de forma mais eficaz contra a guerra eletrônica inimiga e simultaneamente suprimir 16 canais de interferência, disse à Sputnik o diretor-geral do centro, Aleksei Chadaev.

Segundo Chadaev, antes do advento de tais dispositivos, os anteriores podiam suprimir no máximo 12 canais de interferência das estações de guerra eletrônica.

"Foi desenvolvida uma gama de novos dispositivos de navegação à prova de interferência. Inclui dispositivos que são capazes de bloquear simultaneamente 16 canais de interferência", disse Chadaev.

Conforme explicado pelo centro, tais dispositivos são usados em veículos aéreos não tripulados e drones marítimos. Eles também podem ser usados no setor civil, porque as estações de guerra eletrônica funcionam em quase todos os lugares.

Chadaev enfatizou a tarefa de aumentar o número de canais de supressão sem aumentar o custo. Como exemplo, ele citou o drone FPV Knyaz Vandal Novgorodsky (KVN), que destruiu equipamentos inimigos no valor de bilhões de dólares.

O drone KVN é um motivo de orgulho especial, já que sua "taxa de câmbio" é de um para 40. Isso significa que o Estado gasta um só rublo enquanto o adversário perde 40 rublos, explicou Chadaev.

"A questão do preço é crítica, já que a guerra é uma competição de sistemas tecno-econômicos. O objetivo não é fabricar o produto, mas fabricar por um preço e em quantidade que justifiquem economicamente o custo da perda", disse o diretor-geral da empresa.

O centro científico Ushkuinik está buscando não uma superioridade tecnológica, mas sim uma tecno-econômica com fins de resistir à competição com o Ocidente, concluiu Chadaev.