Crime em Okinawa reacende debate sobre bases militares dos EUA
Crescem os registros de crimes envolvendo militares americanos na região, levando a medidas mais rigorosas.
Uma presença militar que continua a gerar tensão: A presença das forças americanas é, há décadas, fonte de tensão no Japão, especialmente em Okinawa. Cerca de 50 mil militares americanos estão destacados no país asiático, a maioria deles em Okinawa.
Em 2025, a Polícia de Okinawa registrou 101 crimes envolvendo militares, funcionários civis americanos e seus familiares, contra 73 em 2024. Desde 1972, foram contabilizados 6.409 casos, sendo 600 deles considerados graves pela polícia japonesa.
Depois dos assassinatos, normas disciplinares para os militares foram endurecidas, com restrições ao consumo de álcool e às saídas noturnas, além de maior treinamento para prevenir agressões sexuais. Também foi estabelecido um toque de recolher das 01h00 às 05h00.
Histórico de tensão em Okinawa: O caso se soma a outros incidentes recentes. Em setembro de 2026, dois fuzileiros navais foram detidos por agredir três homens em Okinawa enquanto estavam sob efeito de álcool. Em abril, outro militar americano foi acusado de agredir sexualmente e causar lesões a uma mulher. Em maio, a polícia encaminhou o caso à Promotoria de Naha, que em junho decidiu não apresentar denúncia, sem revelar os motivos. Em 2019, a polícia de Okinawa suspeitou que um militar da Marinha dos EUA matou uma mulher japonesa de 44 anos antes de cometer suicídio.