DEBATE

Influência da fisiologia e da sanidade na eficiência reprodutiva de vacas em debate no 15º SBSBL

Doutor em Reprodução Animal Rodolfo Mingoti expôs a temática na programação científica do 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), promovido pelo Nucleovet, em Chapecó, nesta semana

Por Assessoria Publicado em 07/10/2026 às 14:45
Influência da fisiologia e da sanidade na eficiência reprodutiva de vacas em debate no 15º SBSBL

Como a fisiologia e a sanidade podem maximizar a eficiência reprodutiva das vacas. Esse foi o tema apresentado pelo médico veterinário, mestre em Nutrição e doutor em Reprodução Animal, Rodolfo Mingoti, em palestra no 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), realizado pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), em Chapecó.

O especialista expôs sobre a dificuldade de emprenhar as vacas devido a problemas sanitários. “Se ocorrer esses tipos de problemas na propriedade, os animais vão direcionar toda a energia, toda a competência imune deles para poder se curar, poder viver e, a partir disso, a reprodução é deprimida”, comentou. De acordo com Mingoti, o que pode ocorrer é a alta incidência de doenças prevalentes e as pessoas não olharem devidamente para isso, o que causa problemas de anestro pós-parto, atrasa o primeiro cio e, consequentemente, reduz as taxas de inseminação.

Para contornar esses problemas, são necessárias algumas estratégias, entre elas implementar protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e prestar atenção na sanidade. Além disso, as tecnologias, como o monitoramento dos animais por sensores de atividade, também contribuem para acompanhar e adotar ações para resolução dos problemas.

Uma boa meta reprodutiva é atingir entre 70% e 80% de vacas prenhas entre 150 e 180 dias em lactação, com 90% do rebanho mantendo intervalo médio entre partos de 12,5 meses. Para avançar em direção a um programa de alta fertilidade, o diagnóstico e o tratamento precoce de problemas no pós-parto são fundamentais, reduzindo a ocorrência de distocias, retenção de placenta, metrite, cetose e endometrite. Entre os indicadores recomendados estão um período de espera voluntário (PEV) de 60 dias, taxa de concepção superior a 50% no primeiro serviço, acima de 40% no segundo e de 30% no terceiro.

Mingoti enfatizou que é importante conseguir ter mais tempo para examinar as vacas, usar mais as tecnologias e saber que uma tecnologia por si só não consegue resolver um problema. “É preciso olhar para toda a propriedade. Tudo isso vai fazer com que a gente examine mais vacas, tenha mais diagnósticos e avance. Mas não tem mágica, precisamos trabalhar bastante e não é uma única ferramenta que vai solucionar tudo. Se a sanidade não está caminhando bem, a reprodução também não vai caminhar bem. Existe uma enxurrada de problemas acontecendo nas propriedades, em relação a sanidade e doenças, e isso impossibilita de subir as taxas de prenhez. O recado que deixo é: avaliem os dados nas propriedades e comecem a isolar animais saudáveis e doentes, analisem os números e, a partir daí, lutem para diminuir os problemas”, finalizou.

SOBRE O SBSBL

A programação do 15º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) começou na terça-feira (6) com o 5º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, e segue até quinta-feira (8), com palestras sobre sanidade animal, reprodução, qualidade do leite, gestão zootécnica e nutrição de alta performance, além da apresentação de 92 trabalhos científicos e atividades na Milk Fair. O evento celebra 15 anos do SBSBL e 55 do Nucleovet.

PROGRAMAÇÃO GERAL

QUARTA-FEIRA — 7 DE OUTUBRO

Painel Gestão e Qualidade do Leite

13h40 — Gestão da CCS em sistemas leiteiros: pontos críticos e estratégias de melhoria
Palestrante: Luis Pinho

14h40 — Performance do equipamento de ordenha: menos mastite, mais produtividade
Palestrante: Gian Nascimento

15h40 — Mesa-redonda

16h — Milk break

16h45 — Gestão Zootécnica: o que diferencia sistemas confinados rentáveis
Palestrante: Jorge Henrique Carneiro

17h45 — Perguntas ao palestrante e encerramento do painel

18h — Avaliação dos pôsteres

18h30 - Evento Paralelo: Confortin - Sala Agostinho Duarte
Palestra: Além do controle da diarreia: resultados que fazem a diferença na saúde e no desempenho das bezerras!

19h — Happy Hour na Milk Fair

QUINTA-FEIRA — 8 DE OUTUBRO

Painel Nutrição de Alta Performance

8h — Como os probióticos auxiliam os sistemas de produção de leite
Palestrante: Bruno Ieda Cappellozza

9h — O papel das fontes lipídicas na produção, sólidos do leite e saúde de vacas leiteiras
Palestrante: Jonas de Souza

10h — Milk break

10h30 — Alimentação de vacas leiteiras no Brasil — novas abordagens e tecnologias para otimização da produção
Palestrante: Francisco Palma Rennó

11h30 — Mesa-redonda

12h — Encerramento e sorteio de brindes

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