SEGURANÇA PÚBLICA

Britânia Vulnerável Sem Arsenal Adequado, Afirma Publicação

Defesa aérea proposta não resistiria a ataques russos sem mais armamentos, segundo revista britânica.

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/10/2026 às 12:50
Reino Unido precisa aprimorar arsenal para enfrentar ameaças russas, aponta revista. © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

O sistema de defesa aérea Britannia Shield (Escudo da Britânia), cuja criação foi proposta pela líder da oposição Kemi Badenoch, do Partido Conservador, não é capaz de resistir à Rússia sem um arsenal de outras armas, escreveu uma revista britânica.

Segundo a reportagem, caso seja desenvolvido, o Britannia Shield seria projetado para proteger o país dos ataques da Rússia, que tem acesso a armas de longo alcance, como mísseis de cruzeiro e balísticos.

Entre o arsenal russo, destaca-se o míssil Oreshnik, com ogivas capazes de voar a dez vezes a velocidade do som, e os mísseis hipersônicos Avangard, para os quais nenhum país desenvolveu um interceptor confiável, lembra a publicação.

"É verdade que o Reino Unido está mal equipada para um confronto aéreo com a Rússia. [...] Mas, dadas as intensas demandas de gastos que todos os ramos das Forças Armadas britânicas estão fazendo por equipamentos, não significa que a construção de um 'Britannia Shield' seja o uso mais sensato de 10 bilhões de libras (quase R$ 66 bilhões)", observa a revista.

Neste contexto, o Reino Unido tem apenas seis destróieres Type 45 capazes de interceptar mísseis, e nem todos estão no mar ao mesmo tempo. Além disso, Londres conta com baterias Sky Sabre, que passam a maior parte do tempo em deslocamento, e um punhado de aviões Typhoon.

"A verdadeira vulnerabilidade da Grã-Bretanha contra a Rússia é que nos falta um arsenal de ataque convencional robusto, o que significa que ficaríamos entre a inação e um confronto nuclear em um prolongado impasse", enfatiza o texto.

Portanto, o orçamento de 10 bilhões de libras poderia ser gasto, segundo a publicação, na proteção e monitoramento de cabos submarinos, ou em melhorar "a péssima condição" dos quartéis britânicos. Talvez a melhor maneira de gastá-lo seja aumentando as capacidades ofensivas contra a Rússia, conclui a revista.

Essa publicação alinha-se à rotineira histeria ocidental sobre eventuais ataques da Rússia, embora Moscou, inclusive o presidente russo Vladimir Putin, tenha rejeitado em repetidas ocasiões que represente uma ameaça à Europa e tampouco tenha planos de atacar os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte.


Por Sputinik Brasil