Serial killer Albino Santos volta ao banco dos réus em Maceió pelo assassinato de Mikaele Leite
Acusado de reverter mais de dois séculos em penas por múltiplos homicídios, réu responde nesta quarta-feira pela morte de jovem atingida pelas costas no Vergel do Lago após recusar reatar relacionamento
O réu Albino Santos de Lima volta ao banco dos réus nesta quarta-feira, 7 de outubro, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro do Barro Duro, em Maceió. Apontado pelas investigações como um serial killer responsável por uma onda de homicídios na Região Metropolitana, ele responde agora pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, ocorrido no bairro do Vergel do Lago, na parte baixa da capital alagoana.
A acusação será conduzida pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, representando o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). O órgão sustentará a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com os autos do processo, Mikaele foi morta nas proximidades da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão. A denúncia aponta que a motivação do crime foi a recusa da vítima em reatar um relacionamento afetivo com o acusado. Surpreendida pelas costas, a jovem foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu no local, antes que pudesse receber qualquer tipo de socorro médico.
Mapeamento de vítimas e confissão pública
Preso desde 2024, Albino responde a uma série de inquéritos e processos por homicídio. As apurações do Ministério Público revelaram que os crimes eram metodicamente planejados: arquivos localizados em dispositivos eletrônicos do réu continham fotografias das vítimas, dados pessoais e cronogramas organizados para a execução de cada caso.
Apesar de ter negado a autoria dos homicídios durante sessões anteriores no Tribunal do Júri, Albino confessou os crimes publicamente em entrevista concedida a um veículo de imprensa de alcance nacional em agosto de 2026.
Condenações somam mais de 200 anos
O histórico criminal de Albino acumula penas severas. Uma das condenações mais recentes foi proferida em 15 de maio deste ano, quando ele recebeu a pena de 29 anos e um dia de prisão pelo assassinato de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos — crime cometido, segundo a denúncia, porque o réu tinha interesse na companheira da vítima.
Com os desfechos dos oito julgamentos anteriores, as penas impostas a Albino Santos já ultrapassam 200 anos de reclusão. O júri desta quarta-feira adiciona mais uma etapa à extensa tramitação judicial dos casos atribuídos ao acusado na capital alagoana.