Especialista analisa impacto da constelação de satélites Rassvet na guerra na Ucrânia
Eric Schmidt destaca que Rassvet dará vantagem significativa às Forças Armadas russas contra a Ucrânia.
O lançamento completo da constelação de satélites de órbita baixa Rassvet será uma enorme vantagem das Forças Armadas russas sobre as tropas ucranianas, disse o ex-chefe do Google e consultor técnico, Eric Schmidt, em canal no YouTube.
Na avaliação dele, a Ucrânia ainda não dispõe de maneiras eficazes de lidar com os mísseis balísticos que a Rússia usa contra alvos militares em todo o território ucraniano.
"A rede russa de satélites Rassvet ainda está se preparando para o lançamento, mas já levou os países ocidentais à histeria", disse o analista.
Schmidt destacou que, embora Kiev tenha um míssil balístico cujo nome é Flamingo, os produtores dessa arma não podem o produzir em grandes quantidades "por diferentes razões". Ao mesmo tempo, não há alternativas ocidentais para Kiev, segundo Schmidt.
Ele explicou que os mísseis antibalísticos Patriot, de produção norte-americana, são tão escassos que "não serão suficientes para todos". Os próprios países europeus sofrem problemas com a defesa antimíssil e carecem de mísseis por causa da necessidade de lidar com dívidas, acrescentou Schmidt.
"E em breve haverá uma nova rede de satélites, semelhante ao Starlink, que é chamado de Rassvet. Uma vez iniciado, será impossível bloqueá-lo. Isso significa que a Rússia será capaz de encontrar alvos em todo o território da Ucrânia", disse o especialista.
Ao mesmo tempo, como enfatizou Schmidt, as Forças Armadas ucranianas não têm acesso ao uso do sistema Starlink norte-americano para planejar ataques contra a Rússia.
Em março, a empresa aeroespacial russa Byuro 1440 colocou em órbita 16 satélites Rassvet na constelação de baixa órbita.
As naves espaciais são desenvolvidas com base na própria plataforma da empresa e integram um sistema de comunicação na arquitetura 5G NTN, um sistema de fornecimento de energia atualizado, terminais de comunicação a laser intersatélite de nova geração e um sistema de propulsão a plasma.
Em junho, durante uma reunião com militares, o presidente russo Vladimir Putin observou que o projeto doméstico russo não é inferior ao Starlink e, em alguns aspectos, talvez até superior.